A vacinação contra a chikungunya começou em Minas Gerais nesta segunda-feira (23), com a aplicação das primeiras doses em quatro cidades do estado. Sabará, na Grande BH, e Congonhas, na região Central, foram os municípios pioneiros. Na quarta-feira (25), a imunização vai começar em Santa Luzia e Sete Lagoas, também na região metropolitana.
O imunizante, desenvolvido pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica franco-austríaca Valneva, é o primeiro aprovado contra a doença no Brasil.Minas recebeu 28.800 doses nesta etapa inicial, sendo 19.200 destinadas a Sabará e 9.600 a Congonhas.
O secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, explicou que os municípios foram escolhidos com base em critérios como histórico de circulação do vírus, porte populacional e proximidade com a capital, para facilitar o acompanhamento da estratégia piloto.
Quem pode tomar a vacina contra chikungunya em Minas?
A vacina é de dose única e está recomendada para pessoas de 18 a 59 anos, desde que atendam aos critérios estabelecidos. Não podem se vacinar gestantes, lactantes, pessoas imunocomprometidas, em uso de imunossupressores, com duas ou mais comorbidades ou doenças crônicas descompensadas. Quem teve febre nos últimos dias ou contraiu chikungunya há menos de 30 dias deve adiar a aplicação.
Estudos clínicos publicados na revista The Lancet mostraram que 98,9% dos voluntários desenvolveram anticorpos neutralizantes. Por ser produzida com vírus atenuado, o imunizante pode causar reações leves como dor de cabeça, enjoo, cansaço e desconforto no local da aplicação.
Até sexta-feira (20), Minas Gerais registrou 1.535 casos prováveis de chikungunya neste ano, com 1.001 confirmações, mas nenhuma morte. Apesar do cenário controlado, Baccheretti reforça a importância da adesão à vacina. “Essa vacina fora do país é muito cara. Estamos fazendo a incorporação para que ela caiba no modelo brasileiro“, afirmou.






