Amanda Christina Souza Pinto foi condenada a uma pena de 56 anos e oito meses de reclusão por ter assassinado sua própria mãe, Maria do Rosário de Fátima Pinto, de 67 anos, e a filha, Agatha Alves Pinto, de apenas 10 anos. A sentença foi proferida nesta quarta-feira (30) pelo 1º Tribunal do Júri de Belo Horizonte, após julgamento que durou todo o dia. Os crimes ocorreram entre os dias 13 e 14 de março de 2023, no bairro Piratininga, na Região de Venda Nova, na capital mineira.
Segundo informações do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Amanda teria cometido os homicídios motivada pela ausência de recursos financeiros provenientes da mãe, com quem mantinha uma relação marcada por agressões psicológicas e violência patrimonial. A denúncia aponta que a relação entre mãe e filha era de controle por parte de Amanda, que, após não conseguir mais obter dinheiro dela, decidiu tirar a vida de Maria do Rosário, que morreu por asfixia. Os detalhes do crime indicam que Amanda utilizou meios cruéis e recursos que dificultaram a defesa da vítima, configurando homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa.
No caso da morte da criança, Agatha, a acusação sustenta que ela foi assassinada para ocultar o homicídio da avó. As qualificadoras relacionadas ao crime contra a menina incluem o emprego de meio cruel, o uso de recurso que dificultou sua defesa, além do fato de ela ser menor de 14 anos e estar sob a guarda da acusada. A investigação revelou que, após as mortes, Amanda teria manipulado a situação, enviando uma mensagem do telefone da mãe, se passando por ela, para informar ao patrão de Maria do Rosário que ela não iria trabalhar por motivos de saúde.
Os fatos ocorreram em um apartamento do bairro Piratininga, onde Amanda vivia com a mãe e a filha. As investigações indicam que Amanda mantinha uma relação de controle com a idosa, sustentando-se financeiramente dela. Quando Maria do Rosário deixou de fornecer dinheiro, Amanda decidiu cometer os homicídios. A vítima morreu por asfixia, enquanto a criança recebeu medicamentos, álcool e teve os pulsos cortados, ferimentos que não foram fatais inicialmente. A acusação afirma que Agatha foi asfixiada posteriormente, após tentar reagir, e que a morte da menina foi uma tentativa de evitar que o primeiro crime fosse descoberto.
O episódio culminou com a descoberta do crime após vizinhos perceberem um forte cheiro de gás vindo do imóvel. Ao entrarem no apartamento, a polícia encontrou as duas vítimas já sem vida. Amanda foi encontrada inconsciente no local e, posteriormente, levada ao hospital, mas foi condenada por seus atos em julgamento que destacou a crueldade e a premeditação dos homicídios. A sentença reflete a gravidade dos crimes cometidos, que chocaram a comunidade de Belo Horizonte e evidenciam a complexidade de casos de violência doméstica e familiar.








