Casos de sarna humana têm causado preocupação em Minas Gerais, levando à suspensão temporária de atividades em instituições de ensino e creches na região. Uma creche localizada em Andradas, a aproximadamente 482 quilômetros de Belo Horizonte, precisou fechar suas portas por 72 horas após registrar 11 suspeitas da doença. Similarmente, uma escola municipal na Grande Belo Horizonte, em Lagoa Santa, suspendeu as aulas até o dia 2 de outubro, após identificar 21 casos suspeitos entre alunos e funcionários.
A doença, que provoca coceira intensa e lesões vermelhas na pele, é causada por um ácaro que se transmite por contato direto ou por objetos contaminados. Apesar de ser diferente da sarna encontrada em animais, como cães, a sarna humana apresenta alta contagiosidade, especialmente em ambientes de contato frequente, como escolas e residências. O especialista em infectologia Leandro Curi explica que o ácaro não penetra no corpo, mas percorre a superfície da pele, deixando marcas de coceira e manchas, prevalentes em áreas como articulações, face interna do cotovelo, atrás do joelho e entre os dedos das mãos.
A Secretaria de Saúde de Minas recomenda que, neste momento, as famílias evitem enviar às escolas crianças que apresentem sintomas da doença e que procurem unidades de saúde para avaliação e tratamento. A medida visa evitar a propagação da infecção, que é altamente transmissível pelo contato direto, comum entre crianças, e também por objetos contaminados, como roupas, móveis e utensílios domésticos.
No caso de Lagoa Santa, a prefeitura informou que as aulas foram suspensas para garantir a segurança de alunos, professores e demais profissionais, além de realizar uma higienização completa na escola, incluindo dedetização e limpeza da caixa d’água. Durante esse período, a instituição também adotará medidas de controle sanitário para evitar novos casos.
Em Andradas, a prefeitura adotou procedimento semelhante, suspendendo as atividades presenciais da creche por três dias e realizando ações de higienização e desinfecção do ambiente. A administração municipal anunciou que continuará monitorando a situação e adotando medidas de controle para interromper a transmissão da doença.
De acordo com o infectologista Leandro Curi, o tratamento da sarna pode envolver medicamentos tópicos e orais, dependendo da extensão da infestação. Ele explica que o uso de creme para aplicação corporal e medicamentos anti-helmínticos orais é comum, especialmente em casos mais extensos, reforçando a importância de uma avaliação médica adequada para o sucesso do tratamento.
A rápida identificação e o controle das medidas de higiene e tratamento são considerados essenciais para conter a disseminação da sarna, sobretudo em ambientes escolares, onde o contato físico entre crianças é frequente. As ações das autoridades de saúde visam evitar que o surto se amplie, protegendo a saúde de estudantes, profissionais e suas famílias.








