Na manhã desta sexta-feira, 2 de novembro, estudantes do 9º ano da Escola Estadual Pandiá Calógeras, localizada em Belo Horizonte, tiveram a oportunidade de dialogar com a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia. A conversa, que abordou temas relacionados à democracia, eleições e o papel dos jovens na sociedade, ocorreu a poucos dias do primeiro turno das eleições municipais de 2024. A ministra, que também foi presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), reforçou a importância da participação constante dos jovens na construção do país e incentivou-os a exercerem seu protagonismo político e social.
Durante o encontro, Cármen Lúcia destacou o papel fundamental da juventude na manutenção e fortalecimento da democracia brasileira. Ela afirmou que “vocês, juntos, podem fazer milagres” e encorajou os estudantes a participarem ativamente do processo democrático. A magistrada ressaltou que a participação não se limita às urnas, mas inclui também ações cotidianas, como cobrar melhorias na escola, dialogar com professores, familiares e amigos sobre o pleito eleitoral, e exercer a cidadania de forma consciente. Segundo ela, o Brasil do futuro será aquele que for definido pelos votos e atitudes dos cidadãos nas próximas eleições, especialmente no domingo, dia 4 de novembro, quando ocorre o primeiro turno.
Além de abordar o tema da participação juvenil, Cármen Lúcia falou sobre a importância do engajamento das mulheres na sociedade e na política. Uma estudante questionou a ministra sobre as dificuldades enfrentadas pelas mulheres para alcançar seus objetivos, ao que ela respondeu que, de fato, as mulheres ainda enfrentam obstáculos maiores do que os homens, especialmente em ambientes profissionais e na busca por promoções. A ministra explicou que, muitas vezes, as mulheres são mais interrompidas durante conversas e trabalhos do que os homens, além de precisarem trabalhar mais para alcançar posições semelhantes às deles.
Cármen Lúcia também abordou a questão da misoginia, destacando que, mesmo sendo uma ministra do STF, ela enfrenta resistência e preconceitos relacionados ao seu gênero. Ela comentou que há uma desigualdade evidente na composição do tribunal, que possui 11 cargos, dos quais apenas uma mulher ocupa uma dessas posições. Para ela, a igualdade de gênero só será alcançada quando todas as vagas forem preenchidas por mulheres, defendendo uma maior valorização e reconhecimento do papel feminino na sociedade.
Por fim, a ministra enfatizou a necessidade de uma valorização igualitária, sem a intenção de excluir os homens, mas sim de promover o respeito e a equidade entre os gêneros. Ela reforçou que o objetivo é combater a desvalorização das mulheres por seu gênero, promovendo uma sociedade mais justa e igualitária. O encontro com os estudantes da Escola Estadual Pandiá Calógeras reforçou a importância do engajamento cívico e do combate às desigualdades, temas centrais para o fortalecimento da democracia brasileira.









