Na véspera do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, marcado para este domingo (4 de outubro), os seis candidatos que permanecem na disputa demonstraram um esforço concentrado para consolidar suas candidaturas, mesmo sem obter resultados expressivos nas pesquisas mais recentes. Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Samara Martins (UP), Wilson Grassi (Democrata), Clariana Barão (DC) e Rui Costa Pimenta (PCO) enfrentam recursos limitados e dificuldades de espaço na televisão, o que os levou a intensificar suas ações nas redes sociais e nas atividades presenciais nas ruas, buscando ampliar a visibilidade de suas propostas.
De acordo com a última pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira (28 de setembro), Lula (PT) lidera com 39% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 34%, ambos no cenário de primeiro turno. Os demais candidatos permanecem em posições secundárias, o que reforça a dificuldade de alavancar suas campanhas na reta final do processo eleitoral.
Durante o período de campanha, cada candidato adotou estratégias específicas para conquistar o eleitorado. Samara Martins, por exemplo, focou sua atuação na defesa de pautas relacionadas à redução da jornada de trabalho, aumento de salários e ampliação de direitos para os trabalhadores. Além de realizar atividades de rua, ela utilizou as redes sociais para divulgar suas propostas, buscando atingir um público mais amplo e diversificado.
Wilson Grassi, veterinário de formação, concentrou sua campanha em temas ligados à saúde pública e à causa animal. Uma de suas propostas mais divulgadas foi a criação do programa “Meu Botox, Minha Vida”, voltado para pessoas de baixa renda, além de retomar atividades presenciais e entrevistas após uma suspensão temporária de sua campanha digital, determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Sua agenda final incluiu encontros com movimentos sociais, debates sobre transporte público e contato direto com trabalhadores em feiras populares, além de entrevistas concedidas, como a realizada em 29 de setembro ao jornal Metrópoles, em Brasília.
Hertz Dias, representante do PSTU, pautou sua campanha por uma retórica anticapitalista, criticando privatizações e promovendo debates com trabalhadores em diferentes regiões do país. Sua estratégia incluiu reuniões presenciais, visitas a fábricas e centros urbanos, além de ações nas redes sociais, com o objetivo de ampliar a exposição de sua candidatura na fase final do pleito.
Clariana Barão, do DC, adotou uma abordagem de contato direto com o eleitor, participando de eventos presenciais e fortalecendo sua presença nas redes sociais. Sua campanha também focou na discussão sobre a participação feminina na política, chegando a defender a implementação de cotas para mulheres no Congresso Nacional. Durante o período eleitoral, ela buscou ampliar sua visibilidade por meio de entrevistas e atividades presenciais, visando captar votos na reta final.
Rui Costa Pimenta, do PCO, realizou uma campanha itinerante, percorrendo diferentes regiões do Brasil com atos, entrevistas e encontros organizados por seu partido. Sua agenda de campanha terminou em 30 de setembro, no Recife, onde participou de um ato ao lado de candidatos e militantes do partido. Durante o período eleitoral, o candidato também abordou temas controversos, como a discussão sobre uma possível anistia aos envolvidos nos ataques do 8 de janeiro e a controvérsia acerca da integridade das urnas eletrônicas, que ainda geram debates no cenário político.
Em suma, os candidatos que permanecem na disputa presidencial neste momento final da campanha demonstram diferentes estratégias de comunicação e mobilização, mas enfrentam o desafio de elevar suas intenções de voto em um cenário dominado pelos nomes mais tradicionais. A eleição de domingo promete definir o próximo presidente do país, enquanto as campanhas continuam buscando ampliar sua presença e influência até o último momento.







