Na tarde deste sábado, 3 de novembro, uma forte chuva atingiu Belo Horizonte, expondo problemas de infiltração no Hospital Júlia Kubitschek, localizado na Região do Barreiro. Imagens captadas por funcionários da unidade revelam água entrando pelo teto de diversos setores, incluindo áreas de circulação, laboratórios e alas específicas, como as alas G, C e D. A situação levou os trabalhadores a utilizarem lixeiras improvisadas para tentar conter o fluxo de água, enquanto manchas visíveis de infiltração permanecem evidentes na cobertura do hospital.
A unidade hospitalar está passando por uma intervenção de grande porte, que envolve a substituição e reestruturação integral do telhado. Essa obra, iniciada no final do ano passado, tem como objetivo modernizar a cobertura do Júlia Kubitschek e do Hospital Alberto Cavalcanti, ambos gerenciados pela Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig). Segundo informações oficiais, os problemas de infiltração se agravaram nos últimos meses, especialmente a partir de setembro, coincidindo com o avanço das obras de reforma.
Os funcionários relataram que, devido às infiltrações, precisaram interromper parcialmente suas atividades para retirar equipamentos das áreas afetadas, secar os ambientes e evitar que a água se espalhasse para outros setores do hospital. Esses episódios representam uma preocupação recorrente desde o início do processo de substituição do telhado, que visa melhorar a estrutura da cobertura, mas que, por ora, tem causado transtornos durante períodos de chuva intensa.
A Fhemig confirmou que a obra de reestruturação do telhado ainda está em andamento e que locais específicos, como o laboratório e algumas enfermarias, apresentaram pontos pontuais de entrada de água. A fundação explicou que essas áreas ainda estão sendo trabalhadas, já que os pontos atingidos correspondem às regiões onde a cobertura ainda está em processo de substituição. A entidade ressaltou que, apesar das infiltrações, o atendimento aos pacientes permanece normal e que a ocupação dos leitos nas áreas afetadas foi desocupada previamente para garantir a segurança de usuários e profissionais.
A empresa responsável pela execução da reforma foi acionada imediatamente após a ocorrência das infiltrações e permanece no hospital desde o início da manhã, atuando junto às equipes de manutenção para conter a entrada de água, realizar limpezas e proteger os ambientes atingidos. A Fhemig garantiu que os locais afetados continuam sendo monitorados de perto, com o objetivo de evitar que o problema se agrave até a conclusão das obras.
Especialistas e sindicatos têm cobrado providências da administração do hospital, uma vez que as infiltrações vêm se intensificando ao longo dos últimos meses, dificultando o funcionamento normal da unidade. Apesar das respostas de que medidas estão sendo tomadas, os episódios continuam ocorrendo durante as chuvas, evidenciando a necessidade de uma solução definitiva para o problema de infiltração na estrutura do hospital.








