O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou que Nidal Hasan, ex-major do Exército americano condenado pelo tiroteio ocorrido na base de Fort Hood, no Texas, em 2009, seja executado por fuzilamento. A decisão foi divulgada pelo Pentágono na segunda-feira (12), após recomendação do secretário de Defesa, Pete Hegseth, e aprovada por Trump. Hasan, que na ocasião tinha 39 anos, foi condenado à pena de morte por um júri militar em agosto de 2013, após ser considerado culpado de 45 acusações de homicídio premeditado e tentativa de homicídio premeditado.
O ataque, realizado por Hasan durante uma manhã de novembro de 2009, resultou na morte de 13 pessoas, incluindo 12 soldados em serviço ativo e um militar aposentado, além de ferir outras 32. Durante o tiroteio, Hasan, que na época era psiquiatra do Exército, gritou “Allahu Akbar” — expressão árabe que significa “Deus é o maior” — enquanto abria fogo na unidade médica da base. O episódio ocorreu semanas antes de Hasan ser enviado para uma missão no Afeganistão, e ele foi baleado pela polícia durante sua prisão, ficando parcialmente paralisado e confinado a uma cadeira de rodas.
A decisão de Trump de ordenar a execução por fuzilamento marca uma ampliação das opções de pena capital disponíveis para execuções federais, que, além do fuzilamento, incluem atualmente a eletrocussão e a asfixia por gás. Essa mudança reflete, em parte, as dificuldades enfrentadas pelo governo na obtenção de medicamentos para injeções letais, método que tem se mostrado cada vez mais difícil de ser realizado devido a questões logísticas e jurídicas. Recentemente, o Estado do Tennessee tentou executar Christa Pike, condenada à morte, mas a tentativa de administrar a método de injeção letal fracassou, deixando a condenada viva, inconsciente e hospitalizada em suporte de vida. Os advogados de Pike já tinham alertado para as dificuldades de estabelecer uma via intravenosa adequada, sugerindo alternativas como enforcamento ou fuzilamento.
A condenação de Hasan foi confirmada por um júri militar, que o declarou culpado de homicídio premeditado e tentativa de homicídio premeditado. Sua sentença de morte, imposta em 2013, é uma das poucas sentenças de morte aplicadas por tribunais militares nos Estados Unidos, uma vez que, segundo o Código Uniforme de Justiça Militar, a execução de uma pena capital precisa da aprovação do presidente dos EUA. A decisão de Trump de aprovar a execução por fuzilamento foi recebida com reações variadas, incluindo críticas de grupos contrários à pena de morte. O grupo Death Penalty Action declarou que, com essa decisão, “não há nada que Donald Trump ame mais do que o poder de matar”.
O caso de Hasan permanece como um dos episódios mais graves de violência militar nos Estados Unidos, e a sua execução, agora autorizada, reforça o debate sobre o uso da pena capital no país, especialmente em contextos militares. As autoridades militares ainda irão definir a data e o local exatos da execução, que marcará um momento decisivo na trajetória do condenado e na história da aplicação da pena de morte no âmbito do Exército americano.








