Os banheiros autolimpantes instalados em Belo Horizonte têm registrado um aumento significativo no uso, mas também enfrentam altos índices de vandalismo e furtos, o que tem gerado uma série de intervenções corretivas por parte da Prefeitura da capital mineira. Segundo dados apresentados nesta terça-feira (6), entre 20 de fevereiro e 30 de setembro de 2026, foram realizadas 61 ações de manutenção nesses equipamentos públicos, sendo que 47 delas tiveram como causa danos decorrentes de atos de vandalismo ou roubo, enquanto 14 ocorreram por falhas técnicas.
Atualmente, o município conta com sete unidades de banheiros autolimpantes, com as duas mais recentes inauguradas na Praça do Papa e na região da Pampulha, ambas em operação desde fevereiro de 2025. Os custos com materiais utilizados nas reparações totalizaram R$ 15.663,00, dos quais R$ 8.977,00 (57%) foram gastos para reparos relacionados a atos de vandalismo e furtos, incluindo reposição de sensores, grades de ventilação, fiação elétrica e componentes de inox. Os outros R$ 6.686,00 foram destinados a consertos decorrentes de falhas técnicas, como problemas em compressores, fontes, válvulas e disjuntores. A manutenção da mão de obra e deslocamentos está contemplada no contrato de operação dos banheiros.
A unidade que mais sofreu intervenções foi a Praça Rio Branco, popularmente conhecida como Praça da Rodoviária, com um total de 26 ocorrências. Em seguida, aparecem a Praça da Estação, com 11 intervenções, a unidade na Rua Sapucaí, com dez, a da Rua Rio de Janeiro, com oito, além das unidades na Olegário Maciel, com cinco, e na Pampulha, que registrou uma única intervenção até o momento. Entre os principais problemas enfrentados estão furtos de sensores, grades de ventilação, fiação elétrica, pichações, danos em portas e pisos, além de depredação de componentes dos equipamentos. Em alguns casos, foi necessária a reposição de sensores, peças de inox e reparos em estruturas físicas, além de falhas técnicas em componentes como compressores, fontes de energia, válvulas e disjuntores.
De acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte, a manutenção contínua e ações de prevenção contra atos de vandalismo e furtos são essenciais para garantir a conservação dos banheiros autolimpantes, que representam uma importante iniciativa de saneamento e acessibilidade na cidade. Os dados também indicam que, entre janeiro e setembro de 2026, houve aproximadamente 901 mil utilizações dessas unidades, uma média de 100 mil por mês, representando um crescimento de 30,9% na média diária de usuários em relação ao mesmo período do ano anterior.
As unidades que permanecem em operação ao longo de todo o período analisado tiveram maior volume de uso na Praça da Estação, seguida pelas unidades na Rua Tabaiares, Olegário Maciel, Praça Rio Branco e Rua Rio de Janeiro. A unidade na Praça do Papa, que entrou em funcionamento em agosto de 2026, registrou cerca de 16.674 utilizações nos dois primeiros meses de operação, enquanto o banheiro na região da Pampulha, inaugurado em setembro, contabilizou aproximadamente 1.693 utilizações nos dias iniciais de funcionamento. Esses números reforçam a importância do equipamento para a população, embora os desafios relacionados à preservação e manutenção continuem a demandar esforços constantes por parte da administração municipal.








