O filme “Sempre ao Seu Lado”, que está em destaque na programação da Sessão da Tarde nesta terça-feira (6/10), retrata uma história de lealdade e amizade entre um homem e um cão. A trama acompanha Parker Wilson, interpretado por Richard Gere, um professor que encontra um filhote de raça Akita em uma estação de trem e decide acolhê-lo em sua casa. A relação entre eles se fortalece ao longo do tempo, até que a morte inesperada de Parker interrompe sua rotina. Após o falecimento do dono, o cão Hachi, como é chamado no filme, continua a retornar diariamente ao local onde seu dono costumava esperar, demonstrando uma devoção que tocou o público.
Porém, o que muitos não sabem é que a história retratada no filme tem uma base real. O cão chamado Hachiko viveu na vida real e sua história de fidelidade se tornou símbolo de lealdade no Japão. Hachiko nasceu em novembro de 1923 na cidade de Odate, localizada na província de Akita, no norte do Japão. Seu dono era Hidesaburo Ueno, um professor de engenharia agrícola que lecionava na então recém-criada Universidade Imperial de Tóquio. Ueno era um homem dedicado, e Hachiko acompanhava seu dono em todos os deslocamentos diários, criando uma rotina de encontros na estação de trem de Shibuya, um dos principais pontos de transporte da capital japonesa.
A tragédia ocorreu em maio de 1925, quando Ueno morreu aos 53 anos, vítima de uma hemorragia cerebral sofrida durante uma reunião na universidade. Após a morte do professor, Hachiko passou a frequentar o local onde costumava esperar pelo dono, mesmo sem ter certeza de que ele não retornaria. Durante quase nove anos, o cão retornou diariamente à estação de Shibuya, aguardando a chegada de seu dono, demonstrando uma lealdade que chamou a atenção de todos que testemunharam sua rotina. Sua persistência em esperar por Ueno, mesmo após a perda, tornou-se símbolo de fidelidade e devoção no Japão.
A história de Hachiko ganhou notoriedade nacional e internacional ao longo dos anos. Em 1934, ainda vivo, o cão foi homenageado com a instalação de uma estátua de bronze em frente à estação de Shibuya, como reconhecimento de sua lealdade. Hachiko faleceu em março de 1935, aos aproximadamente 11 anos de idade, deixando um legado que transcende o tempo e inspira diversas obras culturais, incluindo o filme que retrata sua história. Sua história permanece como um exemplo de fidelidade, lembrada até hoje por sua dedicação inabalável ao seu dono, mesmo após sua morte.









