Um médico paulista de 35 anos, Vinicius Ramon Aguilera, foi encontrado sem vida na manhã do último sábado, dia 3, em Salvador, na Bahia. O caso está sob investigação da Polícia Civil do estado e tem gerado repercussão devido às circunstâncias que envolveram sua morte, que ainda estão sendo apuradas.
Vinicius Aguilera formou-se em Medicina pela Universidade de Ribeirão Preto em 2015 e posteriormente realizou uma pós-graduação em nutrologia pela Associação Brasileira de Nutrologia (Abran). Além disso, o médico afirmou em seu site ter concluído uma especialização em “Medicina Mente-Corpo” na Escola de Medicina de Harvard, além de ser membro da Sociedade Americana de Antienvelhecimento. Sua atuação profissional estava centrada em áreas relacionadas ao emagrecimento, longevidade e performance, sendo fundador do Instituto Aguilera, localizado no bairro Jardim Paulista, uma das regiões mais nobres da zona oeste de São Paulo.
A clínica fundada por Aguilera oferecia uma gama de serviços que abrangiam dermatologia, nutrição, endocrinologia, nutrologia e psicologia, de acordo com informações disponíveis em seu site. Sua reputação na área de saúde estética e bem-estar era reforçada por depoimentos de pacientes e colegas, que lamentaram sua morte nas redes sociais. Um deles elogiou Aguilera como “um médico incrível e um ser humano melhor ainda”, enquanto outra paciente destacou sua humanidade e qualidade de atendimento.
Segundo informações da Polícia Civil baiana, Aguilera foi localizado sem sinais de vida em uma rua do bairro Jardim Armação, em Salvador. A suspeita inicial é de que ele tenha sofrido uma crise convulsiva, o que teria contribuído para seu falecimento. Laudos periciais estão sendo realizados para determinar as causas da morte, e guias para remoção do corpo já foram expedidas.
O episódio que precedeu sua morte também chamou atenção. Testemunhas relataram que Aguilera saiu correndo de um motel onde estaria acompanhado de outros dois homens, embora essa informação ainda não tenha sido confirmada oficialmente pela investigação. Após deixar o local, ele se dirigiu a uma oficina na mesma região. O proprietário do estabelecimento, Jorge, relatou que o médico aparentava estar “transtornado” e “fora de si”, além de apresentar ferimentos no corpo, resultado de uma queda ao se jogar no chão. Jorge afirmou que Aguilera se identificou como residente de São Paulo e afirmou não possuir familiares em Salvador, sem mencionar se estava acompanhado na cidade.
Ainda de acordo com Jorge, Aguilera tentou receber ajuda com o apoio de sua sobrinha, que é enfermeira. No entanto, quando a polícia chegou ao local, o médico já apresentava sinais vitais fracos. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas ele não resistiu e morreu no local. A investigação do caso está a cargo da 9ª Delegacia Territorial, situada na região de Boca do Rio.
Este episódio levanta questões sobre as circunstâncias que envolveram a rotina e o estado de saúde de Aguilera, cuja trajetória profissional e pessoal foi marcada por sua atuação na área de saúde e bem-estar. As investigações continuam para esclarecer as causas da morte e os detalhes que envolveram sua saída repentina do motel e o episódio de crise que culminou em seu falecimento.









