O surfista Pedro Scooby foi surpreendido ao ser citado como réu em uma ação judicial que soma uma dívida superior a R$ 1 milhão, relacionada a uma ex-funcionária de seu falecido pai, Alexandre Cosme Vianna. A mulher, que trabalhou na fazenda do empresário localizada em Vassouras, no interior do Rio de Janeiro, por cerca de sete meses, alega ter sido usada como “laranja” na abertura de diversas empresas, o que motivou a ação judicial. O processo foi movido após ela tentar obter benefícios por incapacidade junto ao INSS e descobrir que seu nome estava vinculado a várias empresas de propriedade do empresário, cuja responsabilidade pelas dívidas agora recai sobre o espólio de Vianna.
Procurado com exclusividade pelo portal LeoDias, Pedro Scooby afirmou não ter conhecimento prévio do processo e desabafou sobre sua relação com o pai, marcada por distanciamento e ausência de contato. O ex-BBB revelou que seu relacionamento com Alexandre Vianna foi conturbado e que o pai o abandonou quando tinha 15 anos, situação que agravou a sua vulnerabilidade familiar. “Meu pai me abandonou quando eu tinha 15 anos… Eu, minha mãe e minha irmã, a gente quase passou fome. Infelizmente… Meu pai fez mal para muita gente nessa vida, mas eu não tinha mais contato com ele, não tinha essa relação de pai e filho”, declarou Scooby.
De acordo com informações obtidas do processo e divulgadas pelo jornal O Globo, a mulher trabalhou na fazenda de Vianna, localizada em Vassouras, por aproximadamente sete meses. Durante esse período, ela assinou diversos documentos a pedido do patrão, acreditando que os papéis tinham como finalidade a formalização do vínculo empregatício. Contudo, após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC), ela tentou solicitar um benefício por incapacidade temporária junto ao INSS, mas encontrou bloqueios judiciais em suas contas bancárias. Ao procurar a Defensoria Pública, descobriu que seu nome havia sido utilizado como proprietária de cinco empresas diferentes, todas de propriedade do empresário falecido.
As empresas, que atualmente acumulam cobranças e execuções financeiras que ultrapassam R$ 1 milhão, estão no centro do litígio. A ex-funcionária busca na Justiça a anulação dos atos societários relacionados às empresas, com o objetivo de limpar seu nome na Receita Federal e outros órgãos de controle. Além disso, ela reivindica o pagamento de R$ 10 mil a título de danos morais. Com a morte de Alexandre Vianna, a responsabilidade pelas dívidas e pela ação judicial passou a recair sobre o espólio deixado por ele, incluindo seus bens e patrimônios.
A inclusão de Pedro Scooby e de seus três irmãos no processo se deu por trâmite legal, uma vez que a acusação não aponta participação direta dos familiares nas supostas fraudes, limitando a responsabilidade às responsabilidades financeiras do falecido. O caso ainda está em andamento, e os documentos societários envolvidos passarão por análise judicial para determinar a extensão da responsabilidade de cada parte. A matéria reforça a complexidade das questões envolvendo o patrimônio e as dívidas deixadas pelo empresário, além de evidenciar o impacto de ações judiciais de natureza empresarial e familiar.









