A jornalista Rachel Sheherazade está sendo processada por um motorista de aplicativo, Ricardo de Assis Barbosa, que a acusa de ter sido exposto de forma indevida nas redes sociais após uma discussão ocorrida durante uma corrida. As informações foram apuradas pela coluna Fábia Oliveira, do portal Metrópoles, e envolvem uma série de acusações e versões distintas sobre o episódio, que ganhou repercussão após as publicações feitas por Rachel.
De acordo com Ricardo de Assis Barbosa, ele decidiu ingressar com uma ação judicial contra a jornalista após ela divulgar vídeos nos quais relata sua versão do ocorrido, citando seu nome completo e detalhes do episódio. Na denúncia, o motorista afirma que foi retirado do veículo e deixado em uma rua deserta após a discussão, situação que, segundo ele, foi agravada pela exposição pública feita por Rachel. Ele alega que, na ocasião, ela pediu que ele trocasse a estação de rádio, e, após a recusa, a discussão teria se intensificado, levando à sua saída do carro.
Por sua vez, Rachel Sheherazade sustenta que o conflito começou após ela solicitar que o motorista alterasse a estação de rádio, momento em que, segundo ela, ele a teria ofendido. A jornalista também afirma que, após o episódio, ela publicou vídeos nos quais narra sua versão do ocorrido, inclusive citando o nome do motorista e alegando que foi deixada em uma rua deserta, o que, na sua visão, reforça a sua narrativa de que teria sido vítima de uma situação de risco.
Contudo, na versão apresentada na ação judicial, Ricardo de Assis Barbosa contradiz a narrativa de Rachel, afirmando que a discussão teve início após ele recusar o pedido dela para trocar a estação de rádio. Segundo ele, respondeu de forma educada, sugerindo apenas que ela desligasse o aparelho para evitar conflito, mas que Rachel teria feito comentários ofensivos a motoristas de aplicativo e proferido ameaças durante o episódio. Além disso, ele contesta a alegação de que teria deixado a jornalista em uma região deserta, afirmando que ela foi deixada em um local seguro, bem iluminado e movimentado, próximo a uma oficina de veículos de luxo e com câmeras de segurança.
O motorista também denuncia que as publicações de Rachel tiveram impacto negativo em sua vida profissional. Segundo ele, a jornalista teria orientado seus seguidores a evitar seus serviços, além de divulgar informações pessoais, como o nome completo e a placa do veículo, o que teria facilitado sua identificação. Ele afirma que a corrida foi registrada pelo sistema da Uber, e que há uma gravação de aproximadamente seis minutos do episódio, que estaria sob posse da plataforma de transporte.
Na ação, Ricardo de Assis Barbosa solicita que Rachel retire os vídeos relacionados ao episódio de suas redes sociais e se abstenha de publicá-los novamente, além de requerer uma indenização por danos morais no valor mínimo de R$ 60 mil. Ele também pede uma retratação pública por parte da jornalista em seus perfis digitais. Até o momento, Rachel Sheherazade não se manifestou oficialmente sobre o processo, conforme informações obtidas pelo portal LeoDias.







