Um acidente aéreo ocorrido nesta sexta-feira, dia 9, na cidade de Belo Horizonte, resultou na queda de uma aeronave no pátio de uma estação de metrô, mas, surpreendentemente, não houve feridos entre os trabalhadores presentes no local. De acordo com informações fornecidas pelo Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (CBMMG) e pela concessionária Metrô BH, um veículo ferroviário que passava por manutenção na Oficina de Manutenção de Veículos Ferroviários da estação São Gabriel atuou como uma espécie de escudo, protegendo os funcionários que estavam no galpão no momento do impacto.
Segundo o tenente Barcellos, do CBMMG, a aeronave, um modelo Embraer EMB-711ST “Corisco”, chocou-se com um poste de sustentação do cabo de energia do metrô e também com a parte lateral superior do galpão de trabalho. A aeronave, decolada do Aeroporto da Pampulha, tinha capacidade para quatro ocupantes, com velocidade máxima de 232 km/h e velocidade de cruzeiro de 185 km/h. No momento do acidente, apenas o piloto estava na aeronave, que teve seu corpo completamente carbonizado após a queda. Ainda não há informações sobre a identidade do piloto, e a concessionária expressou solidariedade à família do profissional.
A aeronave, que realizou o voo na manhã de sexta-feira, apresentava-se em condições normais antes do incidente, segundo relatos preliminares. O impacto causou a dispersão de pedaços da aeronave pelo pátio da estação, o que foi registrado por vídeos feitos por testemunhas. A aeronave atingiu a estrutura de sustentação do cabo de energia do sistema metroviário, além de colidir com o galpão de manutenção, que sofreu danos consideráveis.
A nota oficial da Metrô BH confirmou que a edificação atingida era uma das instalações destinadas à manutenção de veículos ferroviários, essenciais para o funcionamento da rede metroviária de Belo Horizonte. A concessionária também lamentou o ocorrido e manifestou pesar pelo falecimento do piloto, ressaltando que nenhuma outra pessoa ficou ferida no episódio.
Este acidente levanta questões sobre a segurança operacional na região do Aeroporto da Pampulha e a rotina de manutenção dos veículos ferroviários utilizados pelo sistema metroviário de Belo Horizonte. Ainda não há informações sobre as causas do acidente, que será objeto de investigação pelas autoridades competentes. A tragédia reforça a importância de avaliações constantes de segurança em operações aéreas próximas a áreas urbanas e de infraestrutura crítica, como a rede de transporte público da capital mineira.








