O piloto que faleceu na manhã desta sexta-feira, 9 de novembro, após a queda de uma aeronave de pequeno porte no pátio de manutenção do metrô de Belo Horizonte foi oficialmente identificado como Daniel Salomão, de 31 anos. Natural de Vitória da Conquista, na Bahia, Daniel era o único ocupante da aeronave, que atingiu uma estrutura de manutenção e cabos de energia antes de despencar em uma linha secundária utilizada para manobras de vagões ferroviários na Região Nordeste da capital mineira.
A aeronave, de matrícula PT-VHE, modelo EMB-711ST Corisco, pertence à empresa baiana Bello Fruit, distribuidora de frutas que atua na região Nordeste do Brasil. A companhia manifestou pesar pela morte do piloto e confirmou que Daniel era o único a bordo do voo no momento do acidente. Em nota oficial, a empresa expressou condolências aos familiares, amigos e colegas do comandante, ressaltando a dor irreparável causada pela tragédia.
A Bello Fruit também informou que desde as primeiras horas após o acidente, ofereceu apoio e assistência aos familiares de Daniel Salomão, colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação do caso. A companhia se colocou à disposição do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e demais órgãos envolvidos na apuração das causas do acidente, reforçando que, em respeito à memória da vítima e às investigações em andamento, não fará comentários sobre as possíveis razões que levaram à queda até a conclusão oficial dos trabalhos técnicos.
O acidente ocorreu por volta das 11h30, pouco após a aeronave decolar do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte. Segundo relatos preliminares, testemunhas observaram que o avião voava em baixa altitude na região antes de serem ouvidos estouros. Após o impacto, a aeronave atingiu a lateral de um galpão da oficina de manutenção de veículos ferroviários do metrô, causando danos à estrutura e aos cabos de energia que sustentam a rede de energia do sistema metroviário.
Apesar da violência do impacto, os aproximadamente 400 funcionários que trabalhavam no pátio de manutenção conseguiram escapar ilesos, com relatos indicando que um trem que estava dentro do galpão contribuiu para proteger os trabalhadores. O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) confirmou que parte da fuselagem ficou presa em um dos postes de sustentação dos cabos de energia do metrô, mas não houve feridos entre os funcionários presentes no local.
A estrutura atingida pela aeronave é uma das oficinas de manutenção de veículos ferroviários do sistema metroviário de Belo Horizonte, sem que isso tenha ocasionado interrupções no funcionamento do transporte público ou colocado em risco a integridade dos trabalhadores. As circunstâncias exatas do acidente estão sendo investigadas pelo Cenipa, órgão responsável por apurar acidentes aeronáuticos no Brasil, enquanto a Polícia Civil de Minas Gerais realiza diligências para esclarecer as causas do ocorrido.
Este episódio marca uma tragédia que reforça a necessidade de apurações detalhadas para compreender as razões do incidente, que resultou na morte de um piloto experiente durante uma operação de voo de rotina. As investigações continuam em andamento, buscando esclarecer os fatores que contribuíram para a queda da aeronave e evitar que episódios semelhantes se repitam no futuro.









