A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou, nesta sexta-feira (9/10), uma orientação oficial reforçando que suplementos alimentares, como berberina, magnésio e mio-inositol, não devem ser utilizados como tratamentos para resistência à insulina. A medida visa esclarecer a população diante de vídeos disseminados nas redes sociais que recomendam esses produtos como alternativas para controlar a condição, podendo levar pacientes a negligenciar acompanhamento médico adequado.
A resistência à insulina é uma condição em que o organismo apresenta uma resposta reduzida ao hormônio insulina, que é responsável por regular a quantidade de glicose no sangue. Quando essa resistência ocorre, o corpo precisa produzir mais insulina para manter os níveis de glicose sob controle, o que, se não tratado corretamente, pode evoluir para doenças como o diabetes tipo 2. A condição exige uma avaliação médica detalhada, pois seu tratamento deve ser individualizado, envolvendo mudanças no estilo de vida, como dieta e exercício físico, além de possíveis medicamentos prescritos por profissionais de saúde.
A Anvisa destacou que produtos com finalidade terapêutica, ou seja, aqueles utilizados para tratar ou prevenir doenças, precisam de registro formal como medicamentos, independentemente da origem das substâncias utilizadas. Essa medida é importante para garantir a segurança e a eficácia dos tratamentos disponibilizados à população. Produtos classificados como suplementos alimentares, por sua vez, têm como objetivo complementar a alimentação e não devem ser considerados substitutos de tratamentos médicos ou utilizados para tratar condições clínicas específicas, como a resistência à insulina.
A agência também orienta que qualquer pessoa que suspeite de resistência à insulina deve procurar uma avaliação médica antes de iniciar o uso de qualquer suplemento. Além disso, é fundamental observar possíveis reações adversas durante o consumo, pois a automedicação pode mascarar sintomas ou agravar o quadro clínico. Caso haja necessidade de suplementação, ela deve ser prescrita por um profissional qualificado, que determinará se há deficiência nutricional ou outra condição que justifique o uso do produto, sem, contudo, tratar a resistência ao hormônio.
A orientação da Anvisa reforça a importância de buscar informações confiáveis e de evitar a automedicação, especialmente em relação a condições que requerem acompanhamento médico especializado. A entidade reforça ainda que a utilização de suplementos alimentares deve ser feita de forma responsável, sempre sob orientação profissional, para garantir a segurança do paciente e a efetividade do tratamento.









