Neste domingo, 11 de outubro, os corpos do tenente-coronel Luís Fernando Silvestre, da tenente Gabriela Emília Soares Lacerda Resende e da tenente Alice dos Santos Oliveira Almeida foram velados na Academia de Polícia Militar, localizada no bairro Prado, na região Oeste de Belo Horizonte. A cerimônia ocorreu na mesma data em que se completam dois anos da tragédia envolvendo a queda do helicóptero Arcanjo 04, do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), ocorrida em Ouro Preto, na região Central do estado, em 2024.
A coincidência da data foi destacada pelo governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), durante o velório dos três militares. Em suas declarações, o governador afirmou que a perda representa um momento de grande tristeza para a Polícia Militar e para todo o estado. Ele relembrou que, há exatamente dois dias, a corporação perdeu parte do seu comando aéreo e que, nesta data, a homenagem também serve para lembrar os seis profissionais que perderam suas vidas na tragédia do helicóptero dos Bombeiros.
A tragédia de 2024, que resultou na morte de seis pessoas, ocorreu na cidade de Ouro Preto, uma das mais históricas e turísticas de Minas Gerais. Entre as vítimas estavam o capitão Wilker Tadeu Alves, o tenente Victor, o sargento Wellerson, o sargento Gabriel, além do médico Rodrigo Trindade e do enfermeiro Bruno Sudário. Na ocasião, a aeronave participava de uma operação de resgate relacionada a outro acidente aéreo, envolvendo um avião Air Tractor que atuava no combate a incêndios na região.
Segundo informações oficiais, após atender à ocorrência, o helicóptero teria pousado no trevo de Ouro Preto, aguardando condições climáticas favoráveis para decolagem. Ainda de acordo com o relato, algum tempo depois, a aeronave levantou voo e desapareceu dos radares, iniciando uma operação de buscas que mobilizou 84 pessoas. Após aproximadamente 12 horas de buscas, o helicóptero foi localizado em uma área íngreme na Serra de Ouro Preto, e os corpos das vítimas foram encontrados nos destroços da aeronave.
A aeronave envolvida na tragédia, um helicóptero Pégasus 17, havia decolado do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, às 15h16 da sexta-feira, 9 de outubro. A Polícia Militar de Minas Gerais confirmou que a tripulação realizava uma rechecagem anual de proficiência dos pilotos. A corporação garantiu que a manutenção da aeronave estava em dia e que toda a documentação necessária estava válida até abril de 2027.
As causas do acidente estão sendo investigadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão responsável por apurar acidentes aéreos no Brasil. A investigação busca esclarecer os fatores que contribuíram para a queda do helicóptero, bem como eventuais falhas técnicas ou humanas que possam ter levado à tragédia.
Este episódio reforça a importância da segurança na aviação policial e de resgate, além de marcar uma data de memória e homenagem às vidas perdidas em serviço na busca por proteger e salvar vidas em Minas Gerais.









