A Força Aérea Brasileira (FAB) acionou duas aeronaves de grande porte para apoiar as ações de combate aos incêndios florestais que vêm afetando diversas regiões do Amazonas, incluindo Manaus, Itacoatiara e Parintins. As aeronaves, do modelo KC-390 Millennium, pertencentes aos esquadrões Zeus e Gordo, estão sediadas nas Bases Aéreas de Anápolis, em Goiás, e do Galeão, no Rio de Janeiro. A mobilização foi realizada pelo Comando de Operações Aeroespaciais (Comae), que coordenou a transferência das unidades para atuar na região.
As duas aeronaves estão previstas para pousar na Base Aérea de Manaus (BAMN) no final da tarde deste domingo, 11 de outubro. Uma delas será responsável pelo transporte de materiais e equipamentos de apoio às operações de combate aos incêndios, enquanto a outra será empregada diretamente na ação de combate, utilizando o Sistema Modular Aerotransportado de Combate a Incêndios (MAFFS). Essa tecnologia permite que os aviões depositem grandes volumes de água ou de agentes retardantes de fogo em áreas de difícil acesso, aumentando a eficiência das operações de combate às queimadas.
Na manhã de domingo, após sobrevoar as áreas afetadas pelas queimadas, o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, declarou que a situação na região é “mais grave do que imaginava”. Essa avaliação reforça a complexidade do cenário enfrentado, que tem se agravado nos últimos dias devido à intensificação dos incêndios florestais, que já atingem várias áreas do estado.
O impacto das queimadas na qualidade do ar é alarmante. Manaus, que já enfrenta há quatro dias consecutivos uma manhã encoberta por uma densa camada de fumaça, continua a registrar níveis críticos de poluição atmosférica. Segundo dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), a qualidade do ar na capital amazonense e em outros cinco municípios da Região Metropolitana de Manaus está classificada como “péssima”. Essa condição representa um sério risco à saúde da população local, especialmente para grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios.
Em resposta à crise, a Defesa Civil do Amazonas emitiu um alerta de risco severo, recomendando o uso de máscaras de proteção e a restrição da exposição ao ar livre. As autoridades de saúde reforçam a necessidade de cuidados adicionais enquanto as operações de combate às queimadas continuam, buscando reduzir os efeitos nocivos da fumaça na saúde pública.
A mobilização das aeronaves da FAB e o aumento das ações de controle refletem a gravidade da situação no Amazonas, que enfrenta não apenas os desafios ambientais, mas também os riscos à saúde da população local. A expectativa é de que, com o reforço aéreo, as operações de combate aos incêndios possam ser intensificadas, contribuindo para a contenção das queimadas e minimizando os prejuízos ambientais e sociais na região.







