O desaparecimento de Beatriz Vitória Aparecida Neves Moto, de 27 anos, permanece sem explicação na região de Jaboticatubas, município localizado a aproximadamente 61 quilômetros de Belo Horizonte. A jovem sumiu na última sexta-feira, dia 9 de novembro, após atender a uma ligação telefônica que a teria levado a deixar o local onde estava, deixando uma mensagem preocupante aos amigos: “Se eu não voltar, vem atrás de mim”. Desde então, a família e as autoridades iniciaram buscas na tentativa de localizar Beatriz, que até o momento não foi encontrada.
Segundo informações de familiares, Beatriz não possuía desavenças na cidade ou na região onde residia, tendo apenas um relacionamento conturbado com um ex-companheiro. Após o sumiço, parentes se mobilizaram para realizar buscas por toda a região, incluindo matas, sítios e fazendas próximas ao município. A Polícia Civil de Minas Gerais confirmou que já está investigando o caso, empenhada em diligências de campo e na análise de informações recebidas.
De acordo com relatos de familiares, Beatriz estava acompanhada de amigos em um bar localizado no bairro Bom Jesus, na sexta-feira. Pouco após sua chegada ao estabelecimento, ela recebeu uma ligação e, momentos depois, comunicou aos amigos que iria se encontrar com uma pessoa em um carro estacionado na esquina próxima ao bar. Antes de sair, ela pediu que, caso não retornasse em cinco minutos, os amigos fossem atrás dela. No entanto, esse tempo passou sem que ela retornasse, e quando os amigos foram ao local indicado, o carro e a própria Beatriz já não estavam mais lá.
Geovana Mota, irmã da jovem, explicou que Beatriz recebeu várias ligações de um número desconhecido enquanto estava na mesa do bar, e que ela teria feito algumas frases suspeitas antes de se dirigir ao carro. Os amigos, preocupados com a demora, seguiram atrás dela, mas não encontraram sinais de sua presença. Desde então, a família vive um momento de angústia, sem pistas concretas sobre o paradeiro de Beatriz.
A família também relatou que, após o desaparecimento, surgiram boatos na cidade de que uma discussão teria ocorrido entre a irmã e a atual namorada do ex-companheiro dela, o que foi desmentido pelos parentes. Inclusive, eles foram até a residência da ex-sócia de Beatriz para buscar informações, mas confirmaram que não há registros de qualquer conflito recente entre as partes. Além disso, o ex-companheiro e a atual namorada também participaram de buscas na região, oferecendo ajuda às investigações.
Outra preocupação da família é com o aumento de golpes e falsas informações relacionadas ao desaparecimento. Geovana revelou que pessoas começaram a enviar mensagens pedindo dinheiro em troca de informações, inclusive uma foto gerada por inteligência artificial de uma menina no escuro, comendo um pão mofado, e solicitando uma recompensa de R$ 1.300. Diante dessas tentativas de golpe, a mãe de Beatriz precisou ser internada devido ao estresse causado pela situação.
A Polícia Civil confirmou que está investigando o caso através das delegacias de Jaboticatubas e Santana do Riacho. Equipes policiais realizam buscas em diferentes áreas da região e analisam todas as informações recebidas. Foi descartada a hipótese de que o corpo de uma mulher, sem identificação, encontrado no Instituto Médico Legal (IML), seja o de Beatriz, pois suas características não conferem. As buscas continuam na tentativa de esclarecer o que aconteceu com a jovem.
A polícia recomenda que qualquer pessoa com informações sobre o paradeiro de Beatriz entre em contato pelo Disque Denúncia 181 ou pelo telefone 0800-2828-197. O sigilo e o anonimato são garantidos. A família espera por notícias que possam esclarecer o desaparecimento e possibilitar o reencontro com a jovem.









