Um homem de 61 anos tentou assassinar a esposa, de 60 anos, e, após ser cercado por policiais militares, disparou contra a própria cabeça na cidade de Patos de Minas, localizada na região do Alto Paranaíba, neste domingo, 11 de outubro. O suspeito foi socorrido e está internado em estado gravíssimo no Hospital Regional Antônio Dias, enquanto a mulher, que sofre de problemas de saúde, foi vítima de violência sexual e agressões na residência onde morava, no bairro Nova Gameleira, em Belo Horizonte.
Segundo informações do boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), o episódio teve início quando a esposa tentou impedir que o marido saísse de carro embriagado. Após a intervenção da mulher, o homem sacou uma arma da bermuda, afirmou que iria matá-la e efetuou disparos na direção dela. A mulher conseguiu fugir pelo quintal e pelas ruas do bairro, sendo perseguida pelo suspeito, que realizou novos tiros durante a perseguição. Ela conseguiu se refugiar em um parque ecológico próximo, onde permaneceu escondida até que o suspeito retornasse à residência.
Ao perceber que o marido havia voltado, a vítima retornou ao imóvel e entregou a chave do local às forças policiais, que se prepararam para entrar na casa com um escudo balístico. O suspeito, então, se trancou entre um quarto e um banheiro, recusando-se a se entregar. Ele declarou que não sairia de casa vivo, alegando ter sido traído, e disparou contra a porta onde os policiais estavam posicionados. Mesmo com o uso de granadas de efeito moral, o homem permaneceu na resistência, afirmando que só sairia morto.
Momentos depois, os policiais ouviram o som de disparos de arma de fogo e de pressão constante no gatilho, seguido de uma troca de tiros e do ruído de uma queda. Ao entrarem no cômodo, encontraram o idoso caído sobre a cama, com uma marca de tiro no lado direito da cabeça. Ele foi imediatamente encaminhado ao hospital em estado gravíssimo, apresentando sinais de possível morte encefálica.
Na residência, a perícia da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) coletou evidências que incluem um revólver calibre .22, munições deflagradas e intactas, além do telefone celular do suspeito. O caso foi registrado como tentativa de feminicídio e autoextermínio, refletindo a gravidade da situação e a complexidade da ocorrência. A mulher, vítima de violência sexual e agressões, permanece sob cuidados médicos, enquanto as investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do episódio.









