O irmão do Papa Leão XIV, Louis Prevost, apresentou informações tranquilizadoras acerca do estado de saúde do pontífice, após a realização de uma cirurgia no último dia 13 de outubro, no Hospital Gemelli, em Roma. Em entrevista concedida à emissora norte-americana Newsmax nesta quarta-feira, 14 de outubro, Louis revelou que a equipe médica responsável conseguiu remover completamente o tumor diagnosticado no pulmão do líder da Igreja Católica.
De acordo com o relato de Louis Prevost, o próprio Papa Leão XIV, antes de ingressar na sala de cirurgia, garantiu aos médicos que seu quadro clínico não apresentava risco de morte. Essa declaração foi feita em um momento de tranquilidade, demonstrando a confiança do pontífice na equipe médica e na estratégia adotada. Após o procedimento, Louis recebeu uma mensagem do braço direito do Papa, confirmando que ele se encontrava bem, sem dores e em recuperação. O irmão destacou que, por ter sido detectado precocemente, o câncer tem boas chances de cura, possibilitando que o Papa continue suas atividades e ministério na Igreja.
A descoberta do nódulo, que posteriormente foi confirmado como adenocarcinoma pulmonar, pegou a família do pontífice de surpresa. Louis Prevost relatou que o diagnóstico foi feito durante uma missa, momento em que a notícia causou forte impacto emocional. No entanto, ele ressaltou que, posteriormente, foi acalmado pelo irmão mais novo, por telefone, o que ajudou a amenizar o susto inicial. O histórico familiar dos irmãos também explica a preocupação: ambos perderam os pais vítimas de doenças relacionadas à saúde, e Louis está em tratamento contra mieloma múltiplo na Flórida desde 2017.
A cirurgia, que durou aproximadamente 90 minutos, envolveu a remoção radical do lobo inferior do pulmão direito do Papa Leão XIV. Essa estratégia foi adotada para garantir a total eliminação do tecido suspeito, minimizando o risco de resquícios do tumor. Além disso, os linfonodos próximos ao pulmão também foram retirados para análise laboratorial, procedimento padrão para verificar se houve disseminação da doença.
Segundo o primeiro boletim médico divulgado pelo Vaticano, o Papa passou a noite seguinte à cirurgia de forma tranquila, sem apresentar complicações. Os médicos destacaram que, até o momento, não há previsão de início de quimioterapia ou de outros tratamentos adicionais, aguardando os resultados dos exames laboratoriais dos linfonodos. A equipe médica continuará monitorando o quadro clínico do pontífice, que deve passar por novos exames para determinar os próximos passos no tratamento.
Este episódio reforça a importância da detecção precoce de câncer e demonstra o impacto positivo de intervenções cirúrgicas rápidas. A saúde do Papa Leão XIV permanece sob acompanhamento médico, mas as informações disponíveis indicam uma recuperação promissora, com perspectivas de continuidade de suas atividades religiosas e institucionais.








