Duas mulheres, de 26 e 31 anos, foram presas na quinta-feira, 15 de outubro, em Belo Horizonte, sob suspeita de terem aplicado o conhecido golpe do “Boa Noite, Cinderela” durante um encontro com um homem de 51 anos. Segundo informações da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), as suspeitas aproveitaram o momento em que a vítima ingeriu uma bebida durante o encontro para cometer uma série de crimes, incluindo roubo de pertences e fraudes financeiras.
De acordo com o relato da vítima, após consumir a bebida oferecida pelas suspeitas, ela passou mal e perdeu a consciência, o que facilitou a ação das investigadas. Aproveitando-se dessa situação, as mulheres subtraíram o celular do homem, além de cartões bancários, que posteriormente foram utilizados para realizar operações financeiras não autorizadas. A ação ocorreu em um contexto no qual a vítima não tinha condições de se defender, o que caracteriza uma tentativa de golpe comum, conhecido como “Boa Noite, Cinderela”, que tem sido cada vez mais frequente em diferentes regiões do país.
As investigações tiveram início em 30 de junho deste ano, quando a Polícia Civil de Minas Gerais passou a reunir provas que envolviam câmeras de segurança, registros bancários e depoimentos de testemunhas. A análise desses elementos permitiu estabelecer conexões entre as suspeitas e as movimentações financeiras realizadas após a subtração dos bens do homem. A PCMG destacou que, durante as apurações, testemunhas relataram ter recebido ou movimentado quantias a pedido de uma das investigadas, sob a justificativa de problemas na própria conta bancária, o que indica uma possível tentativa de disfarçar as operações ilícitas.
Durante a operação que resultou na prisão das suspeitas, foram apreendidos diversos objetos, incluindo um celular, um objeto perfurocortante, um medicamento sedativo e documentos pessoais. Esses itens podem estar relacionados às ações criminosas das mulheres, que, segundo as investigações, atuariam em uma espécie de esquema, com divisão de tarefas e atuação conjunta. A Polícia Civil também conseguiu esclarecer que há registros de ocorrências semelhantes, nas quais as suspeitas podem ter atuado em outros golpes de características semelhantes, reforçando a hipótese de uma atuação coordenada.
Além disso, as investigações revelaram que as suspeitas poderiam estar envolvidas em outros crimes, incluindo fraudes financeiras e possíveis ações de intermediários na movimentação dos valores ilícitos. Testemunhas ouvidas durante o processo relataram ter recebido orientações ou valores a pedido de uma das investigadas, sob a alegação de dificuldades financeiras. Essas informações reforçam a complexidade do esquema criminoso e a necessidade de aprofundamento nas investigações para identificar possíveis cúmplices e ampliar o entendimento sobre a rede envolvida.
A ação policial também resultou na apreensão de documentos e objetos que podem auxiliar nas investigações futuras. A Polícia Civil de Minas Gerais continua a apuração do caso, buscando esclarecer completamente o modus operandi das suspeitas e identificar outros possíveis envolvidos. A prisão das mulheres representa uma resposta às ações de criminalidade que têm se tornado frequentes na região, especialmente envolvendo golpes que exploram a vulnerabilidade de vítimas durante encontros sociais.









