Duas figuras de destaque do voleibol brasileiro receberam nesta semana a maior honraria da modalidade ao ingressarem no Hall da Fama do Vôlei, evento realizado em Holyoke, Massachusetts, nos Estados Unidos. Fabi Alvim, ex-líbero da Seleção Brasileira, e Alison “Mamute”, campeão olímpico no vôlei de praia, foram homenageados durante uma cerimônia que também prestou tributo ao ex-presidente da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), Ary Graça. Os atletas receberam um anel e uma foto que simbolizam sua inclusão na galeria dos maiores nomes da história do esporte.
Fabi Alvim, que teve uma carreira marcada por sua atuação como líbero, destacou em seu discurso as dificuldades enfrentadas ao longo de sua trajetória e a importância de sua origem humilde. Ela relembrou que, na infância, era incomum uma menina brincar com bola entre meninos, o que tornava sua escolha pelo esporte ainda mais improvável. “A minha trajetória era, por si só, improvável. O lugar de onde vim, as barreiras que enfrentei pela ausência de padrões a seguir no vôlei, tudo parecia dizer não. Mas, de alguma forma, o improvável virou meu combustível”, afirmou.
A ex-jogadora também abordou o significado de ser líbero, ressaltando que a posição exige aprender na pele o verdadeiro altruísmo e compreender o valor de servir ao próximo. Ela destacou que, durante 20 anos, passou por uma rotina de jogo na qual não fazia pontos, mas nunca se sentiu menos relevante por isso. Para ela, essa experiência contribuiu para sua formação como mãe e mulher, além de refletir uma visão de mundo mais altruísta. “Muito do que sou hoje como mãe e como mulher vem dessa vivência. O mundo seria um lugar incrivelmente melhor se todos olhassem a vida sob a perspectiva de servir ao próximo”, afirmou.
Ao encerrar seu discurso, Fabi Alvim expressou orgulho e gratidão por estar no Hall da Fama, afirmando que a homenagem representa uma conquista que jamais imaginou alcançar. “Olhar para o lado e ver que agora faço parte do mesmo time dos maiores ídolos da minha vida é algo que jamais imaginei. Sendo muito honesta, eu não tinha nem essa pretensão”, concluiu.
Alison Cerutti, conhecido como “Mamute”, também foi reconhecido por sua trajetória vitoriosa no vôlei de praia. Ele conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, e a prata em Londres, em 2012. Durante a cerimônia, Alison destacou a dificuldade de compreender o tamanho de suas realizações e comparou a homenagem a “zerar um jogo”, simbolizando o encerramento de um ciclo de esforço e dedicação. “É motivo de muito orgulho estar aqui para receber esta homenagem e pensar que, a partir de hoje, estarei junto de tantos grandes nomes, de tantos brasileiros, que brilharam nas areias e nas quadras”, afirmou.
O atleta também relembrou sua trajetória, destacando os momentos de superação e dedicação necessários para alcançar seus objetivos. Conhecido por sua eficiência no bloqueio, Alison refletiu sobre a importância de cada passo dado ao longo de sua carreira. Na sede do Hall da Fama, ele deixou um boné, os óculos e a camisa que usou na conquista do ouro no Rio 2016, durante a final contra os italianos Daniele Lupo e Paolo Nicolai, vencida por 2 sets a 0.
A homenagem a Fabi Alvim, Alison “Mamute” e Ary Graça reforça o reconhecimento internacional do talento e da contribuição brasileira ao voleibol, consolidando o legado de atletas que marcaram época e elevaram o esporte nacional a patamares de destaque mundial.








