Três homens envolvidos na morte de um empresário de 54 anos, ocorrida em Alpercata, no Vale do Rio Doce, foram formalmente indiciados pela Polícia Civil de Minas Gerais. Os suspeitos incluem o proprietário, o sócio e o gerente de um empreendimento de lazer localizado na cidade. Enquanto o funcionário, que foi preso preventivamente em 19 de setembro em Governador Valadares, permanece sob custódia, os dois empresários, residentes no Rio de Janeiro, continuam foragidos. As investigações revelaram que a vítima foi queimada viva após um disparo de arma de fogo, e seu corpo foi encontrado carbonizado dentro de sua caminhonete, que também foi incendiada na ocasião.
O crime ocorreu em 15 de junho deste ano, numa estrada rural de Alpercata. Segundo as apurações, a vítima foi atraída até o local sob a falsa pretensão de realizar um orçamento, mas foi surpreendida por uma emboscada. Ainda viva, ela foi atingida por um disparo de arma de fogo, e, posteriormente, seus algozes incendiaram seu veículo com ela dentro. As investigações indicam que a motivação do crime estaria relacionada a uma disputa judicial envolvendo a vítima e os suspeitos, relacionada à execução de uma obra de construção civil e à locação de máquinas. O proprietário do empreendimento de lazer foi apontado como o mandante do homicídio, enquanto o sócio teria sido responsável por transportar os executores até o local do crime.
O terceiro indiciado, identificado como gerente do empreendimento de lazer, teria desempenhado papel na logística do crime, adquirindo um telefone para contatar a vítima e atraí-la ao local do crime, além de transportar parte dos executores. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que ele permanece preso preventivamente. Segundo o delegado responsável pelo caso, Ciro Trindade Roldão de Carvalho, o crime foi planejado com antecedência, com os executores trazidos de outro estado e uma emboscada montada por telefone. “A vítima saiu do escritório acreditando que iria fazer um orçamento e foi morta dentro do próprio carro, que foi incendiado com ela ainda com vida”, explicou.
A Justiça já decretou a prisão preventiva do proprietário e do sócio do empreendimento de lazer, ambos residentes na cidade de Nilópolis, no estado do Rio de Janeiro. No entanto, eles continuam foragidos, apesar de mandados de busca e apreensão terem sido cumpridos em três endereços ligados aos suspeitos no início de outubro, com apoio da Polícia Civil fluminense. Na ocasião, os dois já não estavam mais nos locais indicados, tendo deixado seus endereços antes da operação. O delegado reforçou o compromisso das autoridades em continuar as investigações na tentativa de capturá-los.
As investigações ainda buscam identificar e localizar os dois executores do crime, que participaram da emboscada. A Polícia Civil de Minas Gerais solicita que qualquer informação que possa contribuir com o andamento do caso seja enviada de forma anônima ao Disque Denúncia Unificado, pelo telefone 181, ou diretamente à Delegacia de Crimes Contra a Vida de Governador Valadares, pelo telefone (33) 3213-4777. O caso evidencia a complexidade de disputas judiciais envolvendo interesses econômicos na região e a violência relacionada a conflitos no setor de construção civil e locação de máquinas.









