Nesta madrugada de quarta-feira (21/10) para quinta-feira (22/10), o céu brasileiro será palco de um fenômeno astronômico conhecido como chuva de meteoros Orionídeas. Essa chuva ocorre quando partículas minúsculas, restos do famoso cometa Halley, entram na atmosfera terrestre em alta velocidade, criando um espetáculo de estrelas cadentes visível a olho nu. A expectativa é que, sob condições ideais de observação, seja possível avistar entre 10 a 20 meteoros por hora, tornando-se uma oportunidade única para entusiastas e observadores do céu em todo o país.
A chuva de meteoros Orionídeas é um fenômeno anual que acontece devido à trajetória do cometa Halley, que passa pelo Sistema Solar aproximadamente a cada 76 anos. À medida que o cometa se aproxima do Sol, ele deixa para trás uma trilha de partículas que, ao cruzar a órbita da Terra, provocam essa chuva de meteoros. A sua ocorrência é prevista para ocorrer em outubro, sendo uma das principais chuvas de meteoros do calendário astronômico, conhecida por sua intensidade e pela frequência de estrelas cadentes.
Segundo informações da NASA, a observação do fenômeno nesta madrugada poderá revelar entre 10 a 20 meteoros por hora, desde que as condições do céu estejam favoráveis. Para localizar os rastros dessas estrelas cadentes, o melhor ponto de observação é a constelação de Órion, que abriga as famosas Três Marias. Essa constelação fica facilmente identificável no céu noturno e serve como ponto de referência para quem deseja acompanhar o fenômeno.
Entretanto, a visualização dos meteoros pode ser prejudicada por um fator que preocupa os astrônomos: a luz lunar. A Lua está em fase crescente, apenas a quatro dias de atingir a fase cheia, o que significa que sua luminosidade ainda será considerável na madrugada. Essa luz pode dificultar a observação, reduzindo a quantidade de meteoros visíveis, especialmente os mais tênues. Assim, a recomendação é que quem desejar assistir ao fenômeno aguarde até que a Lua se ponha, pouco antes do amanhecer, para ter uma visão mais clara do céu.
Para uma melhor experiência de observação, os especialistas sugerem procurar ambientes com pouca iluminação artificial, longe de áreas urbanas e com uma visão ampla do céu. Não é necessário o uso de binóculos ou telescópios, pois os meteoros são visíveis a olho nu, atravessando o céu com velocidade e brilho que facilitam sua identificação. A observação após o pôr do sol, até o amanhecer, é considerada o período ideal para apreciar essa chuva de estrelas, que proporciona uma conexão direta com o universo e uma oportunidade de contemplar um fenômeno natural de grande beleza e relevância astronômica.









