A falta de energia elétrica provocada pela forte tempestade que atingiu Minas Gerais neste domingo (25) pode afetar o abastecimento de água em Belo Horizonte e em municípios da Região Metropolitana. De acordo com a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), a interrupção no fornecimento de eletricidade prejudicou o funcionamento de estações de tratamento de água e unidades de bombeamento, aumentando o risco de desabastecimento em diferentes áreas.
Em comunicado, a Copasa informou que as estações de tratamento de água (ETAs) de Serra Azul, em Juatuba, Rio das Velhas, em Nova Lima, e Morro Redondo, em Belo Horizonte, apresentavam problemas no bombeamento. Também foram identificadas ocorrências em outras estruturas utilizadas para distribuir água à população.
Os possíveis impactos abrangem bairros de Belo Horizonte e dos municípios de Contagem, Betim, Juatuba, Mateus Leme, Sabará, Ibirité, Santa Luzia, Vespasiano, Raposos, Ribeirão das Neves e Brumadinho. A companhia não informou, até o momento, quantos bairros podem ser atingidos nem qual será a extensão das interrupções no fornecimento.
Equipes da Copasa atuam em conjunto com profissionais da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) para reparar os problemas e restabelecer as condições necessárias ao funcionamento dos sistemas de abastecimento. A empresa de saneamento alertou, no entanto, que a retomada da energia não significa o retorno imediato da água.
Segundo a Copasa, depois que o fornecimento elétrico é normalizado, o abastecimento volta gradualmente. O processo depende do reenchimento dos reservatórios e das redes de distribuição, que precisam recuperar a pressão e a capacidade de atendimento antes que o serviço seja totalmente regularizado.
A companhia recomendou que os moradores façam uso consciente da água enquanto durar o período de instabilidade. Imóveis que possuem caixas-d’água dimensionadas para o consumo diário dos moradores tendem a enfrentar menos efeitos durante interrupções temporárias no sistema.
Temporal afetou centenas de milhares de consumidores
A tempestade também provocou danos expressivos na rede elétrica de Minas Gerais. A Cemig estimou que cerca de 600 mil clientes estavam sem energia no estado, número equivalente a aproximadamente 6% das unidades consumidoras atendidas pela companhia.
No início da noite deste domingo, a empresa informou que havia ampliado em 33% o número de profissionais mobilizados para atender às ocorrências. Ao todo, 4 mil trabalhadores foram colocados em campo para atuar na recuperação da rede e no restabelecimento do fornecimento.
A Cemig classificou o temporal como um dos eventos climáticos mais severos enfrentados pelo sistema de distribuição ao longo de seus 74 anos de história. A intensidade dos ventos também superou as condições previstas nos alertas meteorológicos divulgados anteriormente pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que indicavam rajadas de até 40 km/h.
A companhia informou que manteria centenas de equipes mobilizadas durante a noite e a madrugada. Além dos reparos nos danos provocados pela tempestade, os profissionais realizariam manobras operacionais para reduzir o número de consumidores afetados e acelerar a retomada do serviço.
O temporal também derrubou árvores, provocou alagamentos e deixou um homem desaparecido em Belo Horizonte. Na capital, a chuva forte e a ventania ainda derrubaram barracas na Feira Hippie, ampliando os transtornos causados pelo evento climático.








