A Polícia Civil do Rio de Janeiro identificou como Erica Marques Pinho, de 46 anos, a mulher filmada fazendo um gesto semelhante à saudação nazista ao deixar um local de votação em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro. O caso foi registrado como injúria por preconceito, e ela deverá ser ouvida pelas autoridades. No Brasil, a apologia ao nazismo é considerada crime, com pena que pode chegar a cinco anos de prisão, além de multa.
O episódio ocorreu no domingo (25/10), após a mulher votar no segundo turno das eleições de 2026. O momento foi gravado em vídeo, que passou a circular nas redes sociais. Nas imagens, Erica aparece saindo do Colégio Santo Inácio, em Botafogo, enquanto estende um dos braços em um movimento associado à saudação nazista.
A mulher vestia uma camisa verde e amarela da seleção brasileira e usava um boné vermelho com a sigla Maga, abreviação de “Make America Great Again”. O movimento surgiu durante a campanha do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A identificação foi realizada pela Polícia Civil, que informou o registro da ocorrência como injúria por preconceito. A mulher ainda será chamada para prestar esclarecimentos sobre o gesto registrado no vídeo. Até o momento, conforme as informações divulgadas, não houve oitiva de Erica Marques Pinho.
A legislação brasileira prevê punição para a apologia ao nazismo. A pena pode alcançar cinco anos de prisão e multa. O caso, no entanto, foi inicialmente enquadrado pela polícia como injúria por preconceito, classificação registrada na ocorrência.
A Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro (Fierj) divulgou uma nota de repúdio ao gesto atribuído à eleitora. Para a entidade, a situação ganha importância adicional por ter ocorrido durante o exercício do voto, considerado um dos principais símbolos da democracia brasileira.
“É especialmente grave que um episódio dessa natureza ocorra durante o exercício do voto, um dos símbolos mais importantes da democracia brasileira”, afirmou a federação. Na mesma manifestação, a Fierj declarou que “o antissemitismo não pode ser naturalizado, relativizado ou tolerado”.
A entidade também afirmou que “a apologia ao nazismo e as manifestação de ódio não encontram espaço em uma sociedade democrática”. A declaração foi divulgada em meio à repercussão das imagens registradas na saída do colégio eleitoral.
O Metrópoles informou que não conseguiu localizar Erica Marques Pinho para comentar o caso. O espaço permanece aberto para eventual manifestação da mulher ou de seus representantes.







