A defesa de Renato Cariani afirmou que recebeu com naturalidade o pedido de condenação apresentado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) contra o empresário e influenciador. Em nota enviada ao portal LeoDias, o advogado Aldo Romani Netto declarou que a manifestação do órgão acusador era esperada e representa a continuidade do processo judicial. Cariani responde a acusações de associação para o tráfico, tráfico de matéria-prima destinada à fabricação de drogas e lavagem de dinheiro.
Segundo o representante da defesa, o Ministério Público apenas reiterou a tese sustentada desde o início da ação penal. “Recebemos com naturalidade o pedido de condenação formulado pelo Ministério Público. Como parte acusadora, o órgão sustentou a tese que vinha defendendo desde o início da ação penal, e o pedido não representa nenhuma surpresa”, afirmou Romani Netto.
O processo está na etapa de alegações finais da defesa. Nessa fase, os advogados apresentam a manifestação definitiva sobre as provas e os argumentos reunidos durante a instrução processual. De acordo com o defensor, a equipe pretende contestar individualmente as acusações feitas pelo MP-SP e demonstrar que elas não encontram respaldo no material produzido ao longo do processo.
“Nela, a defesa irá responder a cada uma das teses apresentadas pelo Ministério Público e demonstrar, com base na prova produzida ao longo da instrução, que elas são improcedentes”, declarou o advogado.
Ao final do comunicado, a defesa disse confiar na atuação do Poder Judiciário e afirmou acreditar que o julgamento será conduzido de maneira imparcial. “Confiamos que o Poder Judiciário fará, ao final, um julgamento justo, pautado pela análise isenta da prova. Temos convicção de que esse julgamento conduzirá à absolvição de Renato Cariani”, concluiu Romani Netto.
Acusações envolvem empresa química
Renato Cariani é acusado de ter utilizado a empresa química Anidrol, localizada em Diadema, na Grande São Paulo, e da qual é sócio, para comercializar ilegalmente solventes e reagentes controlados. Entre os produtos mencionados estão acetona, éter etílico, ácido clorídrico, fenacetina e manitol.
De acordo com as investigações, esses insumos químicos teriam sido desviados para uma rede de traficantes e utilizados na produção de grandes quantidades de drogas, incluindo crack e cocaína. A acusação sustenta que Cariani fazia parte do esquema relacionado ao desvio das substâncias, que seriam empregadas no refino, na adulteração e no aumento do volume de produtos ilícitos.
O mecanismo investigado teria envolvido a emissão de notas fiscais falsas. Os documentos simulavam operações regulares de venda dos produtos químicos controlados para grandes empresas farmacêuticas multinacionais. Conforme a Polícia Federal, porém, os insumos não chegavam aos destinatários indicados nas notas e eram encaminhados ilegalmente aos integrantes da rede de tráfico.
As investigações apontam que esse procedimento teria sido repetido 59 vezes. Cariani, que reúne mais de 11 milhões de seguidores nas redes sociais e também é conhecido por sua atuação como fisiculturista, nega as acusações por meio de sua defesa. A análise das alegações finais deverá anteceder as próximas decisões do processo, que ainda será submetido à apreciação do Poder Judiciário.









