Thayse Teixeira foi demitida do Fofocalizando, do SBT, nesta quarta-feira (28/10), um dia depois de protagonizar uma discussão ao vivo sobre as eleições presidenciais e a saída de Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil. Segundo apuração do portal LeoDias, a influenciadora compareceu normalmente à sede do Sistema Brasileiro de Televisão, em São Paulo, para cumprir seus compromissos profissionais, mas foi informada de que não fazia mais parte do quadro de funcionários da emissora.
O desligamento ocorreu menos de 24 horas após a participação polêmica de Thayse no programa exibido na terça-feira (27/10). Durante a transmissão, a apresentadora comentou a decisão do senador brasileiro de deixar o país, defendeu o político, questionou o resultado das eleições e criticou a extensão do horário de votação no segundo turno.
A discussão começou enquanto Gabriel Cartolano conversava com Eduardo Gayer, analista político do SBT News, sobre a situação envolvendo Flávio Bolsonaro. Ao comentar as supostas ameaças mencionadas no debate, Thayse afirmou que também deixaria o Brasil em uma circunstância semelhante.
“Como é que a pessoa fica num país onde todo momento estava sendo ameaçado, gente, pelo amor de Deus?”, declarou a influenciadora. Cartolano, então, lembrou que o senador era alvo de uma investigação. “Mas ele está respondendo um inquérito, né?”, ponderou o apresentador.
Na sequência, Thayse passou a questionar o foco das investigações relacionadas ao senador e citou o empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. “Só ele? Manda o Vorcaro abrir a boca e botar a lista todinha de todo mundo que teve participação e que recebeu transferência do Banco Master. Porque é que o foco agora é o Flávio Bolsonaro?”, afirmou.
A apresentadora também argumentou que o Fofocalizando é um programa de entretenimento e, por isso, não estaria submetido à mesma exigência de imparcialidade de uma atração jornalística. “Gente, primeira vez no país, há quantos anos eu voto? Porque aqui é um programa de fofoca, né? Não é jornalismo, então não precisa ser imparcial. Eu tenho que dar a minha opinião. Há quantos anos na vida eu voto? Eu tô cansada disso”, disse.
Questionamentos sobre o horário de votação geraram reação dos colegas
Durante o mesmo debate, Thayse criticou a prorrogação do horário de votação no segundo turno das eleições presidenciais. Segundo ela, nunca havia ocorrido uma extensão semelhante. “Nunca houve essa coisa de ‘ah, vou prorrogar há tanto tempo’. Gente, tá tudo errado no país. A roda grande entrou na roda pequena. Faz é tempo”, declarou.
As afirmações provocaram a reação dos demais integrantes da bancada. Matheus Baldi contestou a avaliação sobre a possibilidade de a medida ter influenciado o resultado eleitoral e afirmou que os votos registrados depois das 17h não seriam suficientes para modificar a disputa.
“São 35 mil votos, Thaís. Depois das 17 horas. Ou seja, isso não mudaria a eleição”, respondeu Baldi. Eduardo Gayer também participou do debate e destacou que a própria campanha de Flávio Bolsonaro havia solicitado a extensão do horário de votação. O analista político mencionou ainda a diferença de aproximadamente quatro milhões de votos entre os candidatos.
Gabriel Cartolano reforçou que os dois lados haviam feito o pedido de ampliação do horário. Mesmo após as ponderações dos colegas, Thayse manteve a crítica e defendeu que a medida precisava ser justa. “Para ser pelo menos justo, né? Tanta coisa já foi injusta e completamente discrepante, desde a hora que começou até o final. O Brasil não é para amadores”, afirmou.
O embate entre os integrantes da bancada repercutiu nas redes sociais e colocou a apresentadora no centro de uma polêmica política e televisiva. A demissão foi comunicada a Thayse Teixeira nesta quarta-feira (28/10), quando ela chegou à emissora para trabalhar, no dia seguinte à exibição das declarações.









