A Prefeitura de Sete Lagoas, na região Central de Minas Gerais, investiga as circunstâncias da morte de uma mulher de 71 anos após atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Dr. Juvenal Paiva. A idosa foi diagnosticada com infecção urinária, recebeu alta e morreu pouco tempo depois, na madrugada de quarta-feira (28/10). Diante do caso, o município anunciou o desligamento do profissional responsável pelo atendimento e informou que outro trabalhador também poderá ser desligado.
De acordo com informações divulgadas pela imprensa local, a paciente procurou a UPA e recebeu o diagnóstico de infecção urinária durante o atendimento. Após a avaliação, ela foi liberada da unidade de saúde. A morte ocorreu pouco depois da alta, o que levou os familiares a questionarem a conduta adotada pelos profissionais que atenderam a mulher.
Os parentes afirmam que a idosa teria sofrido um infarto e classificaram o atendimento como negligente. A informação, no entanto, aparece como uma alegação da família, enquanto a Prefeitura de Sete Lagoas mantém a apuração sobre as circunstâncias do caso. O município não apresentou, nas notas citadas, uma conclusão definitiva sobre a causa da morte ou sobre eventual responsabilidade individual dos profissionais.
O enterro da idosa foi realizado na manhã de quinta-feira (29/10), um dia após o falecimento. Na quarta-feira, a Prefeitura de Sete Lagoas divulgou dois comunicados oficiais sobre o episódio, com informações atualizadas ao longo do dia.
Prefeitura anunciou desligamento após atendimento
Na primeira nota, divulgada durante a manhã, o Executivo municipal manifestou “profundo pesar pelo falecimento da paciente atendida na UPA”. No mesmo comunicado, informou ter adotado “providências administrativas imediatas”, entre elas o desligamento do profissional responsável pelo atendimento.
A prefeitura afirmou ainda que as circunstâncias da morte seriam devidamente apuradas. A medida administrativa foi anunciada antes da conclusão da investigação, que deverá esclarecer os fatos relacionados ao atendimento prestado na unidade e verificar se houve conduta inadequada.
Cinco horas depois, o município publicou uma segunda nota com novas informações sobre a apuração. Segundo o comunicado, foram identificados “novos elementos” no decorrer da análise do atendimento. Esses dados, conforme a administração municipal, levaram à adoção de outras providências administrativas, incluindo o possível desligamento de mais um profissional envolvido no caso.
Apuração seguirá para identificar eventuais responsabilidades
Na última manifestação, a Prefeitura de Sete Lagoas declarou que continuará investigando “rigorosamente as circunstâncias do caso”. O objetivo informado é esclarecer o que ocorreu durante o atendimento da paciente e identificar eventuais responsabilidades.
A administração municipal também afirmou que adotará as medidas cabíveis em relação a todos os profissionais cuja conduta venha a ser considerada inadequada. A prefeitura ressaltou que as providências deverão respeitar os procedimentos legais aplicáveis.
Até o momento, as informações divulgadas indicam que a investigação permanece em andamento. O caso envolve o diagnóstico inicialmente registrado como infecção urinária, a alta concedida à paciente e a morte ocorrida pouco depois, além das reclamações apresentadas pelos familiares sobre uma possível relação com um infarto e com suposta negligência no atendimento.









