A Orquestra Mineira de Rock (OMR) lança o álbum “Brasil” com uma apresentação no Grande Teatro do Sesc Palladium, em Belo Horizonte, no dia 6 de novembro de 2026, sexta-feira, às 20h30. Gravado ao vivo, o trabalho reúne interpretações de canções de diferentes gerações da música brasileira em arranjos que combinam rock, MPB e música de concerto. Os ingressos custam a partir de R$ 70 e estão disponíveis pelo Sympla.
O álbum registra o espetáculo que dá nome ao projeto e traduz a proposta da OMR de revisitar a diversidade da produção musical do país sem abandonar a identidade roqueira que acompanha a trajetória do grupo. Para construir essa sonoridade, os músicos desenvolveram arranjos exclusivos que aproximam referências da música popular, elementos regionais e recursos associados à tradição erudita.
Repertório reúne nomes de diferentes períodos da música brasileira
O repertório de “Brasil” percorre obras de artistas e grupos que marcaram a história da música nacional. Entre as referências presentes no espetáculo estão Raul Seixas, Clube da Esquina, Heitor Villa-Lobos, Chico Buarque, Elis Regina, Os Mutantes, Rita Lee, Sá, Rodrix & Guarabyra, Legião Urbana e Gilberto Gil.
O projeto também inclui composições das bandas Cartoon, Cálix e Somba, grupos ligados à trajetória dos integrantes e à formação da própria Orquestra Mineira de Rock. A seleção estabelece uma ligação entre diferentes momentos da música brasileira e as experiências musicais que deram origem à OMR.
A variedade de estilos conduz os arranjos e permite que as canções mantenham suas características essenciais ao mesmo tempo em que ganham novas possibilidades instrumentais. O espetáculo alterna passagens delicadas, momentos de caráter sinfônico e trechos marcados pela intensidade do rock. A proposta também aposta no vínculo afetivo que o público estabelece com músicas conhecidas, apresentadas sob uma perspectiva orquestral.
Segundo Khadhu Capanema, um dos líderes da Orquestra, a definição do repertório e a elaboração dos arranjos exigiram dedicação especial dos 13 integrantes. A diversidade de opiniões dentro do grupo tornou o processo de construção do espetáculo mais complexo, especialmente na busca por uma forma comum de interpretar cada obra.
“Desde o começo esse foi um show muito desafiador para a OMR. A escolha do repertório, as discussões sobre arranjo, tudo pedia uma dedicação a mais já que num grupo tão diverso como o nosso, com 13 pessoas, chegar num consenso sobre a forma ideal de realizá-lo, já era um desafio grande em si”, explica o músico.
Apesar das dificuldades, o processo resultou, de acordo com Khadhu, em um trabalho que trouxe satisfação aos integrantes e adquiriu um caráter particularmente emotivo. A combinação entre memória, diversidade musical e novos arranjos é um dos eixos centrais do projeto.
Espetáculo utiliza mais de 30 instrumentos
A formação instrumental é outro destaque da apresentação. Os 13 músicos utilizam mais de 30 instrumentos no palco, incluindo quatro guitarras, três baixos, dois teclados, duas baterias, violoncelo, flautas, bandolins, violões, esraj, didgeridoo e marimba de vidro.
O show conta ainda com um coro formado por dez vozes. A presença dos cantores amplia as possibilidades sonoras das interpretações e contribui para que a Orquestra transite entre diferentes atmosferas sem perder a força característica do rock.
Para Khadhu, o próprio nome do álbum carrega um significado simbólico. O músico afirma que a música brasileira tem potencial para aproximar pessoas com diferentes visões de mundo, sobretudo em um período marcado por divisões sociais e políticas.
“A música brasileira é, com certeza, uma das músicas mais ricas do mundo e a gente tem que ter muito orgulho disso e celebrar isso acima de qualquer divisão, acima de qualquer forma de pensar”, afirma.
Álbum será disponibilizado nas plataformas digitais
O lançamento de “Brasil” faz parte de uma sequência de projetos da Orquestra Mineira de Rock e será o segundo álbum do grupo disponibilizado nas plataformas digitais. O primeiro, “Clássicos”, chegou ao público em agosto de 2026.
A OMR também prepara um terceiro álbum, com gravações do espetáculo dedicado aos Beatles. O lançamento está previsto para o primeiro semestre de 2027. Para o próximo ano, o grupo planeja ainda produzir um documentário sobre sua história e trajetória.
Além de apresentar o novo trabalho ao público que já acompanha a Orquestra, o espetáculo é descrito pelo grupo como uma oportunidade de apresentar sua formação instrumental e sua proposta de valorização da música brasileira a quem ainda não conhece a OMR.
Serviço
Evento: lançamento do álbum “Brasil”, da Orquestra Mineira de Rock
Data: 6 de novembro de 2026, sexta-feira
Horário: 20h30
Local: Grande Teatro do Sesc Palladium
Endereço: Rua Rio de Janeiro, 1.046, Belo Horizonte
Classificação indicativa: 10 anos
Ingressos: a partir de R$ 70, pelo Sympla
Integrantes: Renato Savassi, Sânzio Brandão, Marcelo Cioglia, Rufino Silvério, André Godoy, Khadhu Capanema, Rodrigo Garcia, Raphael Rocha, Bhydhu Capanema, Avelar Jr., Léo Dirias, Guilherme Castro e André Mola.









