Oito pessoas foram autuadas pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça por suspeita de envolvimento na morte do cabo da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) Danylo dos Santos. O militar foi assassinado a tiros após uma discussão em um bar de Fronteira, no Triângulo Mineiro, na madrugada desta segunda-feira (2/11), feriado de Finados.
De acordo com as informações divulgadas pela PCMG, um homem foi autuado por homicídio qualificado, furto de arma de fogo e porte ilegal de arma de fogo. Ele é apontado como suspeito de efetuar o disparo que matou o cabo durante o desentendimento ocorrido no estabelecimento.
Além do homem investigado diretamente pela morte, outras cinco pessoas foram autuadas por posse de arma de fogo de uso restrito e supressão de sinal identificador de arma de fogo. A supressão desse tipo de sinal dificulta a identificação e o rastreamento do armamento, mas a Polícia Civil não detalhou, no material divulgado, a origem das armas nem a relação individual de cada um dos cinco investigados com o crime.
As duas pessoas restantes foram autuadas por favorecimento pessoal. Segundo a investigação, elas teriam auxiliado na fuga do suspeito de homicídio após o assassinato do policial. Com isso, a apuração reúne diferentes condutas atribuídas aos oito presos: a suspeita de participação direta na morte, crimes relacionados a armas de fogo e o apoio dado à evasão do principal investigado.
Militar estava à paisana no momento do crime
Danylo dos Santos estava à paisana quando foi morto. O cabo era lotado no 28º Batalhão da PMMG, em Unaí, no Noroeste de Minas Gerais. A unidade é a responsável pela lotação funcional do militar, que estava fora de serviço e sem o uniforme da corporação no momento da ocorrência.
O crime aconteceu durante a madrugada, em um bar localizado no município de Fronteira. A discussão que antecedeu o assassinato foi registrada por câmeras de segurança. As imagens mostram o início do desentendimento e, na sequência, um dos envolvidos realizando um disparo à queima-roupa contra o cabo da Polícia Militar.
O registro em vídeo é analisado pela Polícia Civil como parte dos elementos reunidos na investigação. A gravação também mostra a dinâmica inicial do confronto, conforme as informações divulgadas sobre o caso, mas não foram apresentados outros detalhes sobre a motivação da discussão ou sobre as circunstâncias que levaram à fuga do suspeito.
Com a decisão judicial, os oito investigados permanecem presos preventivamente enquanto o caso é apurado. A prisão preventiva foi decretada pela Justiça após as autuações realizadas pela PCMG. As investigações prosseguem para esclarecer a participação de cada envolvido, confirmar a dinâmica completa do assassinato e reunir os demais elementos necessários ao andamento do processo.








