Bruno Barral foi oficialmente exonerado do cargo de secretário municipal de Educação de Belo Horizonte, conforme publicação em edição especial do Diário Oficial do Município na tarde desta quinta-feira, 3 de abril. A medida ocorreu poucas horas após decisão do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, que determinou o afastamento cautelar do secretário, um dos alvos da terceira fase da Operação Overclean, da Polícia Federal.
A investigação apura suspeitas de desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo emendas parlamentares e convênios. Durante a ação, que cumpriu 16 mandados de busca e apreensão, os agentes encontraram na residência de Barral maços de dólares e euros, além de joias e relógios armazenados em um cofre. Com a ordem judicial, Barral também foi afastado de quaisquer funções públicas.
A Prefeitura de Belo Horizonte informou que a exoneração tem efeito imediato. Após ser empossado como prefeito na mesma data, Álvaro Damião (União Brasil) afirmou que não haverá tratamento especial para Barral em sua gestão.
Antes de assumir o cargo na capital mineira, Barral havia sido secretário de Educação em Salvador. Ele também é proprietário de uma empresa que responde judicialmente por suposto dano ao erário no município de Santo Antônio de Jesus, na Bahia. O Ministério Público baiano aponta irregularidades em um contrato sem licitação no valor de R$ 300 mil, firmado em 2021, para prestação de serviços de consultoria educacional. A Justiça da Bahia suspendeu liminarmente o contrato em fevereiro de 2023 e determinou a interrupção de pagamentos pela prefeitura à empresa, sob pena de multa diária até decisão final do processo.