Quem anda de ônibus em BH já deve ter reparado que cada linha tem um número e uma cor específica. O que muita gente não sabe é que esse sistema visual foi criado pela BHTrans com a proposta de facilitar a vida de quem circula pela cidade.
BH testa primeiro micro-ônibus 100% a gás natural e biometano
Preço da passagem de ônibus sobe quase 10% a partir de janeiro em BH
A combinação de cores e números permite identificar o tipo de trajeto, a região de origem e destino e até mesmo se o ônibus vai passar pelo centro ou não. Tudo isso faz parte do BHBUS, o modelo que reorganizou o transporte coletivo urbano da capital e ainda segue em vigor, com algumas exceções. Confira abaixo com mais detalhes!
Por que os ônibus de BH têm cores diferentes?
As cores nos ônibus de Belo Horizonte não são estéticas: cada uma indica um tipo de serviço. Elas funcionam como um “mapa visual” para ajudar o passageiro a entender por onde o ônibus passa e qual o seu papel na rede.
Amarelo: Linhas alimentadoras (bairros até estações) e circulares (área central).
Verde: Linhas troncais e semi-expressas que ligam estações ao centro e grandes corredores.
Laranja: Linhas interbairros, que fazem conexão entre bairros sem passar pelo centro.
Azul: Linhas que cortam a cidade, ligando regiões e corredores ao hipercentro.
Cinza: Linhas executivas, com rotas específicas e sem passar pelo centro.
Prata, verde e cinza (MOVE): Linhas do sistema rápido de ônibus, em corredores exclusivos.
Conheça o padrão que orienta os passageiros e ajuda a entender a lógica por trás do transporte coletivo da capital mineira(foto: Arte: BHTrans/PBH)
E os números, o que significam?
A numeração também segue uma lógica. Ela informa de onde o ônibus sai, para onde vai e, em muitos casos, o tipo de linha. Veja como funciona:
Quatro dígitos (ex: 9250): Usado em linhas interbairros e perimetrais. Os dois primeiros números indicam a região de origem e destino. Os dois últimos são apenas para diferenciar as linhas;
Três dígitos (ex: 510): Linhas alimentadoras ou locais, que saem dos bairros e vão até estações. O primeiro número mostra a região de origem.
Dois dígitos (ex: 51): Linhas troncais, geralmente com percurso mais direto.
Além disso, algumas linhas começam com letras:
SC: Linhas circulares
SE: Linhas executivas
As regiões da cidade são representadas por um número de 0 a 9:
0 – Hipercentro
1 – Centro-Sul
2 – Oeste
3 – Barreiro
4 – Noroeste
5 – Pampulha
6 – Venda Nova
7 – Norte
8 – Nordeste
9 – Leste
Exemplos para decifrar o código
Vamos pegar a linha 9250 (Caetano Furquim/Nova Cintra via Savassi). O número 9 indica que ela sai da região Leste. O número 2 mostra que ela vai até a região Oeste. Os números finais (50) mostram que é uma linha interbairros.
Já a linha 5102 (UFMG/Santo Antônio) começa na Pampulha (5) e vai até a Centro-Sul (1).
Nem todas as linhas seguem esse padrão
Ainda existem algumas linhas que mantêm o sistema antigo de numeração, porque não foram incorporadas às estações de integração. Elas são reconhecidas por números como 1404A, 1505, 3302B, 5502C, entre outras.
Nesse caso, os números representam corredores de transporte:
1 – Avenida Amazonas3 – Avenida Pedro II4 – Rua Padre Eustáquio5 – Cristiano Machado / Jacuí8 – Silviano Brandão
Quando a tecnologia ajuda a incluir
Nem todo mundo consegue usar as cores e os números para se orientar. Pensando nisso, a BHTrans lançou em 2015 o SIU Mobile, um aplicativo gratuito para pessoas com deficiência visual.