A atriz Júlia Gomes, 23, reacendeu memórias dos bastidores da novela Chiquititas (SBT, 2013) ao relatar que sofreu exclusão por parte do elenco infantil durante as gravações.
Em entrevista recente ao programa Hora do Date, ela afirmou que era ignorada pelos colegas e se sentia isolada. “Quando eu entrava, era um silêncio. Aí eu saía da sala, todo mundo se divertindo”. Júlia também sugeriu que sua experiência prévia em outra emissora e o fato de já atuar desde pequena podem ter contribuído para o distanciamento dos demais.
O desabafo, no entanto, não foi recebido de forma unânime por antigos colegas. A atriz Gabriella Saraivah, que viveu a personagem Tati na trama, rebateu as acusações em um vídeo publicado nas redes sociais. “É fácil se fazer de coitada e não contar o que você fazia para não ser amada por todos”, afirmou, insinuando que Júlia teve comportamentos pouco empáticos na época.
Gabriella relatou um episódio em que, segundo ela, Júlia teria humilhado uma colega ao criticar a roupa usada. “Ela falou: ‘Nossa, que coisa de pobre. As minhas são dos Estados Unidos'”.
Anna Livya, outra ex-integrante do elenco, reforçou o depoimento de Gabriella e relembrou um episódio doloroso. “Ela me humilhou por ser ‘pobre’ porque estava usando uma blusa que, segundo ela, era marca de pobre. Eu chorei e fiz terapia por meses por conta disso”. A peça em questão era de uma marca de luxo, Dudalina, e havia sido um presente.
A situação escancara o contraste de narrativas entre as ex-Chiquititas. Também levanta discussões sobre convivência, bullying e percepções individuais sobre o passado. Enquanto Júlia diz ter enfrentado solidão e exclusão, colegas apontam comportamentos que teriam gerado afastamento natural do grupo. A história ganha força nas redes sociais, reacendendo o debate sobre os desafios da infância vivida sob os holofotes.