O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou nesta quinta-feira (1º) o pedido da defesa de Jair Bolsonaro para que ele cumprisse prisão domiciliar por razões humanitárias. Os advogados haviam enviado a solicitação ao tribunal nesta quarta-feira (31), argumentando que a medida deveria ser concedida antes de o ex-presidente sair do hospital DF Star, em Brasília, onde está internado. A previsão é que ele receba alta na manhã desta quinta-feira.
Em sua decisão, o ministro afirmou que os advogados não apresentaram novos motivos que justificassem a mudança para a prisão domiciliar em comparação aos pedidos que já haviam sido feitos e negados anteriormente. Moraes destacou que, de acordo com o laudo dos próprios médicos da equipe do ex-presidente, não houve uma piora no estado de saúde de Bolsonaro, mas sim uma melhora no quadro clínico após a realização de cirurgias programadas.
O ministro ressaltou ainda que todos os cuidados e orientações médicas podem ser seguidos dentro da Superintendência da Polícia Federal, pois os médicos possuem acesso livre ao local durante as 24 horas do dia. No pedido enviado, a defesa afirmava que o regime fechado poderia prejudicar a saúde do ex-presidente e mencionou que o mesmo benefício foi dado ao ex-presidente Fernando Collor, alegando que o período após a operação exige cuidados especiais. Este foi o terceiro pedido de prisão domiciliar negado por Moraes, sendo que o primeiro foi rejeitado em 22 de novembro e o segundo em 19 de dezembro.








