A Polícia Federal prendeu o ex-assessor da Presidência da República, Filipe Martins, nesta sexta-feira (2). A prisão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, porque Martins teria descumprido regras do regime domiciliar onde estava desde o dia 27 de dezembro, em Ponta Grossa, no Paraná. O ministro afirmou que o ex-assessor utilizou a rede social LinkedIn, o que era proibido pelas medidas impostas pela justiça.
Alexandre de Moraes rejeitou a justificativa da defesa de que o uso da rede social servia apenas para organizar informações para o processo. Para o ministro, o uso da plataforma ficou comprovado e demonstra desrespeito às ordens judiciais e às instituições. Filipe Martins foi condenado a 21 anos de prisão por participar de uma organização que planejou uma tentativa de golpe de estado para manter Jair Bolsonaro na presidência. Ele é apontado como o autor do documento que detalhava os passos para derrubar o regime democrático.
O advogado de Filipe Martins, Jeffrey Chiquini, criticou a prisão e afirmou que seu cliente cumpria todas as determinações de forma correta. A defesa declarou que Martins nunca recebeu avisos sobre descumprimentos anteriores em mais de 600 dias de processo e chamou a nova prisão de perseguição e medida sem motivo. O ex-assessor havia recebido o direito à prisão domiciliar no final de dezembro, mas com a proibição de acessar redes sociais e de conversar com outros investigados. Como o processo de condenação ainda permite recursos, ele aguardava as próximas etapas em casa até a decisão de hoje.








