Uma mulher de 26 anos registrou uma denúncia contra o marido de sua mãe, que atuava como pastor em Belo Horizonte, por abuso sexual contra sua filha de três anos. O crime teria ocorrido no dia 3 de janeiro de 2026 em Guarapari, no Espírito Santo, onde a família passava férias em um imóvel compartilhado. A Polícia Civil do Espírito Santo está responsável pela investigação, já que o fato aconteceu naquele estado, embora o boletim de ocorrência também tenha sido feito na capital mineira. Após a divulgação do caso, a congregação onde o suspeito trabalhava encerrou as atividades.
A mãe da criança relatou que deixou a filha sob os cuidados da avó enquanto ia ao supermercado. Ao retornar, encontrou a menina chorando muito e o suspeito deitado no quarto, simulando estar dormindo. A criança afirmou que o homem passou a mão em suas nádegas e reclamou de dores. A mãe gravou o relato da filha e encontrou sujeira na roupa íntima da menina. Ao confrontar o homem, ele negou o crime e gritou com a criança. A avó, que estava em outro cômodo, afirmou não ter ouvido nada e, segundo a denunciante, passou a defender o marido e a culpar a filha pelo ocorrido.
A denunciante também revelou que foi vítima de violência sexual cometida pelo mesmo homem dos 5 anos de idade até a adolescência. Ela afirmou que contou sobre os abusos para a mãe diversas vezes no passado, mas nenhuma providência foi tomada. Além disso, a mulher relatou comportamentos inadequados do suspeito com o próprio filho de 5 anos, que teria apresentado sinais de sexualização e acesso a conteúdos impróprios no computador do pai.
A Polícia Civil de Minas Gerais realizou os primeiros procedimentos, como exames periciais na criança e o pedido de medida protetiva. A médica legista que examinou a menina indicou que a conduta relatada é comum em pessoas que já possuem prática nesse tipo de crime. O suspeito não foi encontrado em Belo Horizonte e a mãe da vítima acredita que ele fugiu para outro estado onde possui parentes. A justiça do Espírito Santo é a autoridade competente para decidir sobre o pedido de prisão do investigado.







