A Polícia Civil de Minas Gerais realizou, na quarta-feira (11), a segunda fase da Operação Cuprum para combater o mercado de cabos e metais furtados de empresas de energia e telefonia. A ação aconteceu em Contagem, Betim e Belo Horizonte, onde foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão. Dez pessoas com idades entre 30 e 59 anos, sendo a maioria donos de ferros-velhos e galpões de reciclagem, são investigadas por financiar e estruturar esse comércio. Durante as atividades, os policiais prenderam dois homens em flagrante: um por posse de munição, que foi liberado após pagar fiança, e outro por receptação qualificada, que seguiu para o sistema prisional.
As investigações começaram em julho de 2023, após diversos furtos de cabos prejudicarem serviços em prédios públicos e o fornecimento de energia na região. Por meio da análise de celulares e de relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a polícia descobriu que os envolvidos movimentaram cerca de 34 milhões de reais em dois anos. Por causa desses valores, a Justiça determinou o bloqueio das contas bancárias dos suspeitos e aplicou restrições a 13 veículos, entre carros e caminhões. Além disso, os investigados foram proibidos de exercer atividades econômicas e de sair das cidades onde moram.
Durante o cumprimento dos mandados, as equipes apreenderam metais de origem ilegal, celulares, cadernos de anotações, joias e munições de calibre .32. A operação contou com a participação de 32 policiais civis e teve como objetivo atingir o setor financeiro que sustenta os furtos de metais. O nome da operação, Cuprum, significa cobre em latim. O inquérito continua em andamento e a Polícia Civil planeja novas etapas para identificar outros participantes da rede criminosa que afeta os serviços essenciais para a população.




