Pesquisa divulgada nesta segunda-feira (23) pelo site Mercado Mineiro mostra que o feijão se tornou o principal vilão do carrinho de compras dos moradores em Belo Horizonte e região metropolitana. Nos últimos dois meses, o preço do grão disparou e acumula altas superiores a 30% em algumas marcas, puxando para cima o valor da cesta básica.
O economista Feliciano Abreu, da plataforma Mercado Mineiro, explica que a sequência de reajustes impacta diretamente o consumo das famílias, já que o feijão é item obrigatório na mesa do brasileiro. “Estamos em um período em que houve aumento do custo de produção e de colheita do feijão, ao mesmo tempo em que há demanda constante por esse produto”, observa .
Por trás da alta, problemas no campo. A primeira safra do grão ficou aquém do esperado e a disponibilidade do produto pode ser a menor da década, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O excesso de chuvas nos últimos meses também prejudicou a colheita, já que o feijão é uma cultura rasteira e sensível à umidade.
Além do feijão, outros itens essenciais pesaram no bolso. O molho de tomate subiu 19,88%, o desinfetante aumentou 19,13% e o óleo de soja registrou alta de 15,30%. O pente com 20 ovos brancos também ficou 14,91% mais caro.
A pesquisa também revelou grandes diferenças de preço de um mesmo produto entre os estabelecimentos. O fubá lidera as disparidades: é encontrado de R$ 5,19 a R$ 13,49, uma variação de 159,9% . O pente de ovos vermelhos varia 113,77% (de R$ 15,90 a R$ 33,99) e o requeijão, 107,80% (de R$ 5,77 a R$ 11,99).
No arroz, principal parceiro do feijão no prato, a diferença também chama atenção. O pacote de 5 kg da marca varia 53,79%, custando entre R$ 16,90 e R$ 25,99 . Já o açúcar cristal de 5 kg oscila até 39%, de R$ 13,49 a R$ 18,79 .
Por outro lado, alguns produtos deram trégua no bolso. O leite integral apresentou queda de 23,68%, o açúcar cristal ficou 20,20% mais barato e o molho de tomate teve redução de 16,50%.






