O senador Cleitinho Azevedo, do partido Republicanos, indicou nesta segunda-feira, dia 2 de março, que pretende disputar o cargo de governador de Minas Gerais. Em suas redes sociais, o parlamentar compartilhou notícias sobre sua pré-candidatura e publicou um vídeo ao lado de uma ex-professora, afirmando que sua vontade de concorrer ao Palácio Tiradentes é motivada pela área da educação. A intenção de Cleitinho já havia sido antecipada no final de semana pelo presidente nacional da legenda, o deputado Marcos Pereira, e foi ratificada pelo presidente do Republicanos em Minas Gerais, deputado Euclydes Pettersen. Segundo o dirigente estadual, o partido buscará alianças para consolidar o nome do senador, que aparece em destaque nas pesquisas de intenção de voto.
Na última quinta-feira, dia 26 de fevereiro, Cleitinho afirmou em entrevista que manterá seu nome na disputa e respondeu a questionamentos sobre sua preparação para o cargo. O senador declarou que está disposto a realizar pesquisas para definir o nome da direita que estiver melhor posicionado, mencionando que abriria mão de sua candidatura apenas para o deputado Nikolas Ferreira. Cleitinho também afirmou que tem feito gestos de aproximação com o deputado do PL. Por sua vez, o presidente nacional do Republicanos observou que o apoio de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro em Minas Gerais ainda depende das definições de Nikolas Ferreira, que tem demonstrado alinhamento com o atual vice-governador, Mateus Simões.
A divisão no campo da direita mineira ficou visível em uma manifestação realizada em Belo Horizonte no domingo, dia 1º de março. O vice-governador Mateus Simões esteve presente no ato, mas não discursou, enquanto o nome de Cleitinho Azevedo foi citado por integrantes do PL como candidato ao governo estadual. Simões declarou à imprensa que trabalha pela união da direita e espera que o Republicanos retire a candidatura de Cleitinho para evitar divisões no grupo que governa o estado. Minas Gerais é um cenário relevante para a política nacional, tendo em vista que, desde a redemocratização, todos os candidatos que venceram a eleição para presidente também ganharam no estado, onde a disputa de 2022 entre Lula e Bolsonaro foi decidida por uma margem de 0,4%.









