O corpo da cantora Adriana Araújo foi velado na manhã desta terça-feira (3) na quadra da Escola de Samba Unidos dos Guaranys, no bairro São Cristóvão, região Noroeste de Belo Horizonte. A cerimônia começou às 10h e foi aberta ao público. O enterro, reservado apenas aos familiares, ocorreu na sequência.
Adriana morreu na segunda-feira (2), aos 49 anos, no Hospital Odilon Behrens. Ela estava internada desde o sábado (28) após sofrer um aneurisma cerebral em casa. A equipe médica classificou o quadro como “gravíssimo e irreversível”.
Casada com o sambista Evaldo Araújo, a cantora deixa um filho de 13 anos, Daniel dos Santos Araújo. Sua trajetória é marcada pela valorização do samba mineiro e pelo protagonismo feminino no gênero.
Quem é Adriana Araújo, ícone do samba mineiro?
Nascida em 1976 na comunidade Pedreira Prado Lopes (PPL), uma das maiores e mais antigas favelas de Belo Horizonte, localizada na tradicional região da Lagoinha, berço do samba na cidade, Adriana Araújo revelou o gosto pela música ainda na infância.
O início da carreira profissional deu-se em 2008, quando foi convidada a interpretar o clássico “Nasci para Cantar e Sonhar”, de Dona Ivone Lara, em um show na capital mineira. A apresentação foi decisiva para que assumisse a música como profissão. Em 2011, passou a integrar o grupo Simplicidade Samba, ao lado do sambista Evaldo Araújo, com quem era casada.
As apresentações do grupo na tradicional roda de samba aos domingos, no Bar do Cacá, no bairro São Paulo, região Nordeste da capital, tornaram-se referência e conquistaram grande público.
Em 2020, Adriana iniciou a carreira solo. Ao longo da carreira, apresentou-se em eventos importantes da capital, como a Virada Cultural de BH, o Festival Sensacional, o Carnaval de Rua e a Virada da Liberdade, na Praça da Liberdade. Em 2024, realizou a turnê “A Voz Ecoando”, visitando diversas cidades de Minas Gerais.





