A Justiça de São Paulo autorizou, nesta quarta-feira, 15 de abril, a interdição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de 94 anos, devido ao avanço do quadro de Alzheimer em estágio avançado.
A decisão atende a um pedido feito pelos filhos Paulo Henrique, Luciana e Beatriz. Com isso, Paulo Henrique Cardoso foi nomeado curador provisório, ficando responsável por representar o pai em atos civis e pela administração de bens e questões financeiras.
O processo foi protocolado na terça-feira, 14 de abril, em uma vara de família e corre em sigilo. A decisão foi tomada no dia seguinte. Segundo o pedido apresentado à Justiça, a evolução da doença comprometeu a capacidade do ex-presidente de realizar atos da vida civil, o que também levanta dúvidas sobre a validade de procurações concedidas anteriormente.
O processo inclui laudo médico, documentos e registros de comunicação familiar relacionados aos cuidados, além de procurações já existentes. Também foi informado que pessoas próximas e profissionais de saúde acompanham a evolução do quadro. A família e a Fundação FHC informaram que não vão comentar o caso por se tratar de assunto pessoal.
Fernando Henrique Cardoso foi presidente do Brasil entre 1995 e 2002 e, após deixar o cargo, continuou participando de debates públicos por meio do Partido da Social Democracia Brasileira e da Fundação FHC.








