Magno Malta, pré-candidato ao Governo do Espírito Santo e membro do Partido Liberal (PL), pode concorrer ao cargo em 2026 após quatro mandatos no Senado e mais de 30 anos de experiência na vida pública. Sua candidatura está atrelada à estratégia nacional do PL, que busca lançar candidatos próprios em todos os estados, com o intuito de garantir um palanque exclusivo para Flávio Bolsonaro na corrida presidencial. Malta, que tem mandato de senador até 2031, não enfrentaria grandes perdas em caso de uma eventual derrota nas eleições.
Natural da Bahia, Malta construiu sua carreira política no Espírito Santo, onde se destaca como pastor evangélico, refletindo sua fé em sua atuação pública. Sua trajetória política começou em 1993, quando foi eleito vereador de Cachoeiro de Itapemirim pelo extinto Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). No ano seguinte, foi eleito deputado estadual pelo mesmo partido. No início dos anos 2000, Malta migrou para o PL, onde permanece até hoje e pelo qual foi eleito senador em três ocasiões. A legenda é atualmente associada ao campo conservador e ao bolsonarismo. Em 2018, Malta não conseguiu se reeleger, mas retornou ao Senado em 2022, conquistando 832.942 votos.
Durante sua carreira, Malta teve uma relação política com figuras de diferentes espectros ideológicos, tendo atuado como cabo eleitoral tanto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto de Jair Bolsonaro. Atualmente, Malta se posiciona firmemente ao lado do bolsonarismo, presidindo o PL no Espírito Santo e sendo um crítico ativo do Supremo Tribunal Federal e do governo Lula. Sua atuação no Senado é marcada por pautas relacionadas ao combate à pedofilia, incluindo sua presidência na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia, instaurada em 2008, e pela defesa dos direitos da família sob uma perspectiva cristã conservadora. Malta também é autor de dois livros, “E agora doutor?” e “Deus tem um trato comigo”, ambos lançados em 2002.
A possibilidade de Malta concorrer ao governo capixaba está ligada à estratégia de Flávio Bolsonaro para as eleições de 2026, que visa evitar alianças com outros partidos de centro-direita, como o PSD. No Espírito Santo, essa estratégia implica em recuar nas negociações com Lorenzo Pazolini, do Republicanos, e priorizar a candidatura de Malta ao Palácio Anchieta. O pré-candidato confirmou que está aberto a essa possibilidade e a negociações.
A chapa que o PL está considerando incluiria Malta como candidato ao governo e sua filha, Maguinha Malta, como candidata ao Senado. Filha de Malta e membro do PL desde 2011, Maguinha se prepara para sua primeira eleição, utilizando o sobrenome do pai como um trunfo em sua campanha.
No cenário eleitoral do Espírito Santo para 2026, Malta aparece com intenções de voto que variam entre 9% e 13%, posicionando-se atrás de Pazolini, que tem entre 35% e 37%, e de Ricardo Ferraço, que varia de 29% a 31%. Analistas apontam que a fragmentação do voto da direita pode ser um risco, especialmente se Malta e Pazolini disputarem votos entre os eleitores conservadores, permitindo uma possível virada de Ferraço, que é o candidato apoiado pelo ex-governador Renato Casagrande, do PSB. Essa análise é crucial e pode influenciar a decisão de Malta sobre sua participação na disputa, que permanece indefinida até as convenções partidárias.







