Dan Ryan, um norte-americano de 69 anos, foi reconhecido pelo Guinness World Records como o maior doador de sangue da história, tendo doado um total de 113,562 litros, o que equivale a mais de 30 galões. O feito foi oficialmente registrado em junho de 2025, em Malta, Nova York. Para contextualizar a importância desse número, o Guinness destaca que um adulto possui entre 4,5 e 5,6 litros de sangue em seu corpo.
A trajetória de Dan como doador começou em 1980, quando seu irmão, já um doador regular, o encorajou a participar de uma campanha de doação de sangue no edifício onde ambos trabalhavam. Inicialmente, Dan hesitou devido ao medo de agulhas, mas a insistência do irmão e a explicação sobre a importância da doação o convenceram a tentar. “Meu irmão me pediu para participar e explicou como isso ajudava outras pessoas, além de que, um dia, eu poderia ser alguém precisando de ajuda”, relatou Dan ao Guinness.
Após sua primeira doação, Dan percebeu que a experiência não era tão aterrorizante quanto imaginava e começou a doar regularmente. Ao longo de 46 anos, ele precisou interromper suas doações apenas uma vez, por três anos, devido ao uso de medicação contra a malária. Mesmo assim, manteve uma rotina consistente, acumulando 32 broches de reconhecimento da Cruz Vermelha por suas doações frequentes, conforme registros até maio de 2026.
Antes de Dan Ryan, o recorde de maior volume de sangue doado pertencia ao indiano Paritosh Bagai, que havia registrado 241 doações em 20 de fevereiro de 2024. Ao perceber que havia superado essa marca, Dan iniciou o processo de inscrição no Guinness. Ele expressou sua surpresa ao se tornar recordista, afirmando que nunca imaginou que existisse uma categoria para o maior doador total de sangue.
Para Dan, essa conquista é uma homenagem não apenas a ele, mas também ao irmão que o incentivou a dar o primeiro passo. “Sinto que minhas doações e esta honra são tanto do meu irmão quanto minhas, porque nada disso teria acontecido sem ele”, afirmou. Além disso, a história de Dan inspirou sua família; sua neta, de 20 anos, manifestou o desejo de se tornar doadora também.
No Brasil, a importância da doação de sangue é igualmente reconhecida. O Ministério da Saúde enfatiza que a doação regular é crucial para manter os estoques dos hemocentros, atendendo a demandas em situações de urgência, emergências, cirurgias de grande porte e tratamentos de doenças crônicas. De acordo com as normas brasileiras, homens podem doar até quatro vezes por ano, com um intervalo mínimo de 60 dias entre as doações, enquanto mulheres podem doar até três vezes ao ano, com um intervalo mínimo de três meses entre cada doação.









