O senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos de Minas Gerais, afirmou ter recebido uma proposta financeira para abdicar de sua candidatura ao Governo de Minas. Durante seu discurso na tribuna do Senado, na última terça-feira (7), o parlamentar relatou que um político de sua cidade natal, Divinópolis, o procurou com essa oferta.
Em sua fala, Cleitinho criticou os privilégios que a classe política desfruta e destacou que sua motivação para concorrer ao cargo é a erradicação dessas benesses. Ele também mencionou a prática de corrupção envolvendo mineradoras que operam em Minas Gerais, que, segundo ele, frequentemente tentam subornar políticos. O senador descreveu um encontro ocorrido em Divinópolis, onde um colega político o abordou de maneira alarmada.
“Na semana passada, e isso está bem documentado, um político da minha cidade me procurou com urgência, dizendo: ‘Cleitinho, preciso falar com você’. Na quinta-feira passada, ele insistiu que a conversa deveria ser pessoal. Quando nos encontramos, ele me disse que havia um recado: ‘Estão te oferecendo dinheiro para que você desista’. Eu respondi que não iria desistir”, contou Cleitinho em sua declaração.
A reportagem buscou um posicionamento do senador sobre a possibilidade de formalizar uma denúncia referente à proposta recebida, além de questionar sobre a identidade do político que fez a oferta. Até a última atualização, não houve resposta do senador a essas indagações.
A declaração de Cleitinho sobre sua determinação em seguir com a campanha se soma a uma série de manifestações públicas em que ele reafirma seu interesse em disputar o Governo de Minas. No entanto, até o momento, o senador não formalizou sua candidatura.
A indefinição sobre a candidatura de Cleitinho também impacta as estratégias eleitorais do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro. O partido considera Cleitinho como sua principal aposta para a disputa ao governo, mas, diante da incerteza, também avalia a possibilidade de lançar outros candidatos. Entre os nomes cogitados estão o ex-prefeito de Betim, Vittorio Medioli, e o ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, que podem entrar na corrida caso a decisão de Cleitinho permaneça indefinida.
A situação política em Minas Gerais continua em ebulição, com a expectativa em torno das movimentações dos candidatos e das estratégias dos partidos à medida que as eleições se aproximam. A postura de Cleitinho pode influenciar não apenas sua própria trajetória política, mas também as alianças e decisões de outros candidatos na disputa pelo governo estadual.








