O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à presidência, Romeu Zema, do partido Novo, voltou a Belo Horizonte no último final de semana após um mês de viagens focadas na Região Nordeste do Brasil. Na sexta-feira, 10 de novembro, Zema se reuniu com o atual governador e seu ex-vice, Mateus Simões, no Café Nice, localizado no centro da capital mineira, onde discutiram temas relacionados à sua pré-campanha.
Durante a conversa, Zema foi questionado sobre sua presença frequente em eventos com empresários e se considerava expandir sua agenda para incluir mais diálogos com trabalhadores. O ex-governador respondeu que tem mantido conversas com diversas categorias profissionais e que as críticas direcionadas a ele são provenientes de pessoas que, segundo ele, “não gostam de trabalhar”. Zema destacou: “Estou escutando todas as categorias. Acho que quem não gosta de mim é quem está querendo continuar ganhando dinheiro sem trabalhar. Com esses, eu não faço muita questão de me apreciar não, porque eu e o Mateus Simões gostamos é de quem trabalha, de quem faz as coisas corretas.”
Zema também enfatizou seu legado à frente do governo de Minas Gerais, mencionando que sua administração foi marcada pela ausência de corrupção e escândalos, além de um aumento significativo no Produto Interno Bruto (PIB) do estado e a criação de um milhão de empregos durante seu mandato. “Quem não gosta de emprego, de trabalhar é quem tem criticado”, afirmou.
Na mesma data, Zema programou um encontro com empresários no Mercado Central, também no centro de Belo Horizonte. A reunião com Simões no Café Nice não envolveu discussões sobre questões eleitorais, mas se concentrou na situação do Rodoanel Metropolitano, uma obra que está paralisada devido a impasses judiciais relacionados a um questionamento de uma comunidade quilombola que alega ser afetada pelo projeto.
O ex-governador expressou sua preocupação com a lentidão do processo, afirmando que “Minas precisa destravar”. Ele criticou a interrupção da obra, que já havia sido concedida e possui recursos financeiros alocados, destacando sua importância para a melhoria da mobilidade urbana e redução de emissões de gases na Região Metropolitana de Belo Horizonte. “Uma obra de interesse de 4 milhões de pessoas, uma comunidade que tem umas 300 prejudicando. Esse é o Brasil que não avança, isso é que tem sido pauta nossa aqui”, concluiu Zema.
A visita de Zema a Belo Horizonte e suas declarações refletem seu esforço para reforçar sua imagem e posicionamento político à medida que se aproxima o período eleitoral, ao mesmo tempo em que busca conectar-se com diferentes segmentos da sociedade mineira.









