A Câmara dos Deputados confirmou, na última sexta-feira (10), a posse de Priscila Costa, do PL do Ceará, como nova parlamentar. Ela assume a vaga deixada por Dayany Bittencourt, do União Brasil, em decorrência de uma recontagem de votos determinada pela Justiça Eleitoral após a anulação dos votos do suplente Heitor Freire, também do União Brasil.
A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se deu após a constatação de irregularidades na arrecadação e nos gastos de campanha de Freire, que utilizou recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). Com a anulação, o quociente eleitoral foi recalculado, resultando em uma nova distribuição das cadeiras na Câmara dos Deputados, especialmente no estado do Ceará.
Priscila Costa chega ao Legislativo em um momento de destaque nacional, especialmente por sua proximidade com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Nas últimas semanas, seu nome esteve em evidência devido a uma disputa interna no PL, que revelou divergências entre Michelle e o senador Flávio Bolsonaro sobre a estratégia eleitoral do partido no Ceará.
Michelle Bolsonaro defendeu que Priscila fosse a candidata do PL ao Senado pelo Ceará, afirmando que essa decisão tinha sido previamente acordada com o ex-presidente Jair Bolsonaro e a direção nacional do partido. No entanto, parte da executiva estadual do PL começou a apoiar outro nome para a candidatura, o que gerou tensões e críticas públicas de Michelle a membros da sigla, intensificando o desgaste com Flávio Bolsonaro.
Além da posse de Priscila Costa, a Câmara dos Deputados também anunciou a perda do mandato do deputado Paulão, do PT de Alagoas. Em seu lugar, assume Nivaldo Albuquerque, do Republicanos. Esta troca ocorreu após a anulação dos votos de João Catunda, do PP, que foi condenado pela Justiça Eleitoral por abuso de poder econômico durante a campanha.
As mudanças nas cadeiras da Câmara não são resultado de decisões internas da Casa ou de processos disciplinares, mas foram determinadas pela Justiça Eleitoral em função da anulação de votos de candidatos que apresentaram irregularidades nas campanhas de 2022. Essas alterações refletem a necessidade de garantir a integridade do processo eleitoral e a correta representação dos eleitores no Legislativo, especialmente em um cenário político tão dinâmico e polarizado como o atual.







