O psyllium, uma fibra amplamente utilizada para melhorar a saúde intestinal, controlar a glicemia, reduzir o colesterol e aumentar a saciedade, tem se tornado cada vez mais popular entre aqueles que buscam uma alimentação mais saudável. Com a crescente demanda, surgiram dúvidas sobre as diferentes formas de apresentação disponíveis no mercado: a casca (husk) e o pó.
Nutricionistas afirmam que, quando o psyllium é puro e de qualidade, ambas as versões oferecem benefícios muito semelhantes à saúde. A principal distinção entre elas reside na textura e na forma de preparo. Os efeitos positivos do psyllium dependem, em grande parte, da quantidade consumida, da regularidade do uso e da ingestão adequada de água.
O psyllium husk é obtido a partir da casca da semente em pedaços maiores, enquanto a versão em pó é feita a partir da mesma casca, porém triturada. Ambas as formas são ricas em fibras solúveis, especialmente as mucilagens, que formam um gel ao entrar em contato com a água. Na prática, a versão em pó tende a se misturar mais facilmente a bebidas e outras preparações, formando o gel de maneira mais rápida. Por outro lado, os flocos de psyllium preservam uma granulometria maior, mas mantêm suas propriedades nutricionais intactas.
De acordo com a nutricionista Fernanda Coimbra, da Tivolly em Brasília, não existem evidências que indiquem que uma forma seja superior à outra. “Quando o produto é puro e de boa qualidade, a quantidade de fibras e os benefícios são muito semelhantes. O que realmente importa é optar por versões que contenham o mínimo possível de aditivos”, ressalta.
Independentemente da apresentação escolhida, o psyllium apresenta seus efeitos benéficos apenas quando consumido com uma quantidade adequada de líquidos. Isso se deve ao fato de que a fibra absorve água, formando um gel que aumenta o volume e a hidratação das fezes, favorecendo o funcionamento intestinal. Esse mesmo mecanismo também ajuda a reduzir os picos de glicemia após as refeições, diminui a absorção de parte do colesterol e aumenta a sensação de saciedade. O psyllium pode ser consumido diluído em água, sucos, vitaminas, iogurtes ou misturado a frutas e outras preparações.
Especialistas recomendam iniciar a ingestão de psyllium de forma gradual, permitindo que o organismo se adapte ao aumento de fibras e minimizando o risco de desconfortos intestinais. Embora considerado seguro para a maioria das pessoas, o uso do psyllium requer alguns cuidados. Indivíduos com obstrução intestinal, estreitamento do trato gastrointestinal ou dificuldades para engolir devem utilizá-lo apenas sob orientação profissional. Além disso, é aconselhável manter um intervalo entre a ingestão da fibra e alguns medicamentos, uma vez que ela pode interferir na absorção de determinados princípios ativos.
A nutricionista Fabiana Ximenes, também de Brasília, enfatiza que o sucesso do uso do psyllium depende mais da forma de consumo do que da apresentação escolhida. “Tanto o psyllium em pó quanto o em casca proporcionam os mesmos benefícios para o intestino, a glicemia, o colesterol e a saciedade. O essencial é garantir uma boa ingestão de água para potencializar seus efeitos e evitar desconfortos intestinais”, explica.
Os especialistas recomendam priorizar produtos com poucos ingredientes, iniciar o consumo de forma gradual e manter uma boa hidratação ao longo do dia. Quando incorporado a uma dieta equilibrada e hábitos de vida saudáveis, o psyllium pode ser um aliado importante para o funcionamento do intestino, controle da glicemia e redução do colesterol.







