Flora Gil, madrasta de Preta Gil, explicou a ausência de Gilberto Gil durante o lançamento do documentário “Preta – Eu Não Ando Só” e da série “Meu Nome é Preta”, ambos dedicados à cantora que faleceu há um ano em decorrência de um câncer no intestino. A declaração foi feita em entrevista à repórter Monique Arruda, do portal LeoDias, durante o evento realizado no Copacabana Palace.
Flora destacou que a decisão de Gilberto não comparecer ao evento não se deve a um desejo de evitar a homenagem, mas sim a uma busca por conforto emocional. “Não é que ele não está aqui porque é um dia pesado. Eu achei que para ele… Ele assistiu à série já, mas o documentário ainda não. Então, para ele assistir pela primeira vez aqui, é mais fácil só ele assistir em casa, no conforto lá do lar dele, de pijama, assiste, para um pouco, volta, do que aqui no meio de tanta gente”, explicou a empresária.
Além disso, Flora revelou que foi ela quem sugeriu que Gilberto não comparecesse ao evento. “Eu acho que hoje, para ele, se ele se resguardar, é melhor e para mim também. Para mim seria muito mais sufocante estar com ele aqui, a imprensa, os amigos, isso, um aqui fala… Ele iria ficar muito cansado. Então, o fato de ele não estar, não é por não querer estar, é por se poupar mesmo, e quem meio pediu para ele não vir, fui eu”, afirmou Flora.
A presença de Gilberto Gil na vida de Preta Gil e a relação entre eles sempre foi marcada por carinho e admiração. A ausência dele no evento, portanto, não diminui a importância que ele atribui à filha e ao seu legado. Flora também comentou sobre o carinho que recebe nas ruas quando é reconhecida. “Falam, ninguém fala… Ninguém também não é doido, né? Que na minha frente vai falar mal da Preta. Então, quem tem juízo suficiente fala bem da Preta pra mim”, observou.
O projeto audiovisual, segundo Flora, tem como objetivo preservar a memória e o legado de Preta Gil para futuras gerações. “Uma mulher forte, ‘quem foi a Preta?’ É isso que a gente quis fazer”, concluiu. A série e o documentário buscam não apenas homenagear a artista, mas também apresentar sua trajetória e impacto na música brasileira, ressaltando a força e a relevância de sua obra.
A estreia das produções aconteceu em um momento delicado, um ano após a morte de Preta, e a presença de amigos e familiares no evento reforçou o amor e a admiração que cercam a figura da cantora. A decisão de Flora e Gilberto Gil de se resguardar em um momento tão emocional demonstra uma preocupação com o bem-estar emocional em meio a uma celebração que, embora repleta de amor, traz à tona lembranças profundas e dolorosas.









