Um detento foi encontrado morto na manhã desta segunda-feira (3) dentro de uma cela do Centro de Remanejamento de Pessoas (Ceresp) Gameleira, localizado na Região Oeste de Belo Horizonte. A vítima, identificada como Daniel Carvalho Costa, de 33 anos, havia sido admitida na unidade prisional na última quarta-feira (29). O incidente ocorre menos de uma semana após sua entrada no sistema prisional, e a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) já iniciou investigações para apurar as circunstâncias da morte.
Segundo informações do boletim de ocorrência, durante a rotina de chamada nominal realizada por um policial penal em uma das celas, foi constatado que um dos presos apresentava sinais de ausência de vitalidade. Testemunhas entre os demais internos relataram que Daniel possivelmente passou mal enquanto dormia, o que teria levado ao seu óbito. A equipe de saúde do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionada imediatamente e, ao chegar ao local, confirmou o óbito do detento. De acordo com o registro policial, não foram encontrados ferimentos visíveis no corpo de Daniel Carvalho Costa, o que indica que a causa da morte ainda será esclarecida por exames no Instituto Médico Legal (IML).
O corpo do detento foi encaminhado ao IML de Belo Horizonte, onde passará por exames que devem determinar as causas do falecimento. A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp) emitiu nota oficial garantindo que todas as providências necessárias foram tomadas em relação ao ocorrido. A pasta informou que um procedimento interno foi instaurado pela direção do Ceresp Gameleira para apurar as circunstâncias que levaram à morte de Daniel Carvalho Costa, de 33 anos, cuja passagem pelo sistema prisional incluía, além de sua admissão recente, quatro registros de passagem anterior pelo sistema desde janeiro de 2015.
Este episódio levanta questionamentos sobre as condições de segurança e saúde nos estabelecimentos penais de Minas Gerais, especialmente considerando a rápida morte do detento após sua entrada na unidade. A investigação policial busca esclarecer se houve alguma negligência, problema de saúde preexistente ou outro fator que possa ter contribuído para o óbito. Ainda não há informações conclusivas sobre as causas da morte, e os exames em andamento deverão fornecer detalhes mais precisos.
O caso também reforça a necessidade de monitoramento contínuo das condições de presos em unidades prisionais, bem como a importância de procedimentos que garantam a integridade física e a saúde dos detentos. As autoridades penitenciárias permanecem empenhadas na apuração do ocorrido, enquanto a sociedade acompanha o desenrolar das investigações.








